Polícia

Há 4 anos, radialista que denunciou roubos de caminhonetes era executado

Há 4 anos, o radialista Ailton Ferreira, de 33 anos, popularmente conhecido como Verdinho, era executado com cinco tiros no município de Itaquiraí, a 409 quilômetros. A vítima tinha um programa na Rádio Azul e denunciava série de roubos de caminhonetes que vinham ocorrendo na região. Os envolvidos no crime foram presos e condenados. Verdinho […]

Renan Nucci Publicado em 12/08/2019, às 07h00 - Atualizado às 13h17

Verdinho foi assassinado em agosto de 2015. Foto: Arquivo
Verdinho foi assassinado em agosto de 2015. Foto: Arquivo - Verdinho foi assassinado em agosto de 2015. Foto: Arquivo

Há 4 anos, o radialista Ailton Ferreira, de 33 anos, popularmente conhecido como Verdinho, era executado com cinco tiros no município de Itaquiraí, a 409 quilômetros. A vítima tinha um programa na Rádio Azul e denunciava série de roubos de caminhonetes que vinham ocorrendo na região. Os envolvidos no crime foram presos e condenados.

Verdinho foi atingido por disparos nas nádegas, nas costas e três na cabeça, morrendo antes mesmo que pudesse ser socorrido, no dia 5 de agosto de 2015. A Polícia Civil iniciou as investigações e um mês depois prendeu Mauro Queiroz Cáceres, Paulo Sérgio Vieira e Alison Roberto Carvalho Navier. Eles não relataram os verdadeiros motivos da execução.

No entanto, à época, as autoridades acreditavam que pudesse ser por conta do trabalho desenvolvido pela vítima como comunicador. Paulo Sérgio foi quem  efetuou os disparos. Alison Roberto foi o mandante do crime e o piloto da moto que deu fuga para Paulo. Mauro deu suporte aos dois.

Em 2017, o trio foi levado a julgamento em Naviraí. Paulo, pela execução direta, foi condenado a 19 anos de prisão, durante no dia 21 de fevereiro. Em agosto, Mauro e Alison foram julgados juntos. Mauro foi condenado a 16 anos, sete meses e 15 dias de prisão.

Alison, por sua vez, apontado como mandante, demonstrou-se arrependido e pediu perdão à família da vítima, sendo condenado a 19 anos e três meses de prisão. Depois do julgamento, eles foram encaminhados para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Jornal Midiamax