Polícia

Jurado passa mal e júri de PRF que matou em briga de trânsito é adiado

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida cancelou e remarcou o julgamento do PRF (Policial Rodoviário Federal) Ricardo Hyun Soo Moon, por matar o empresário Adriano Correa 31 de dezembro de 2016, na Capital. Durante o julgamento, na manhã desta quinta-feira (11), um dos jurados passou mal. A partir disso, o juiz estabeleceu recesso e […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 11/04/2019, às 13h00 - Atualizado em 12/04/2019, às 09h56

Moon chegou a depor durante julgamento antes de cancelamento (Foto: Minamar Junior | Midiamax)
Moon chegou a depor durante julgamento antes de cancelamento (Foto: Minamar Junior | Midiamax) - Moon chegou a depor durante julgamento antes de cancelamento (Foto: Minamar Junior | Midiamax)

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida cancelou e remarcou o julgamento do PRF (Policial Rodoviário Federal) Ricardo Hyun Soo Moon, por matar o empresário Adriano Correa 31 de dezembro de 2016, na Capital.

Durante o julgamento, na manhã desta quinta-feira (11), um dos jurados passou mal. A partir disso, o juiz estabeleceu recesso e intervalo para o almoço, mas ao retomar o julgamento, foi informado de que o jurado não teve a saúde restabelecida.

“Talvez por que havia muita gente ele tenha passado mal. Ele foi diagnosticado com quadro hipertensivo e ansiedade, e foi atendido pelo médico plantonista do Tribunal do Júri”, destacou o magistrado ao Jornal Midiamax.

Segundo Garcete, a nova data do julgamento foi marcada para o próximo dia 30 de maio e será iniciado do zero, com todas as oitivas e, inclusive, sorteio de novos jurados.

Relembre o caso

No dia 31 de dezembro de 2016, por volta das 5h40 da manhã, na Avenida Ernesto Geisel, esquina com a Rua 26 de Agosto, o policial atirou no empresário e tentou matar outras duas pessoas.

Ricardo Moon se deslocava para o trabalho em Corumbá, conduzindo o veículo Pajero TR4, enquanto a vítima dirigia a camionete Toyota Hilux, acompanhada das vítimas, no banco traseiro, e também no banco ao lado do motorista.

Conforme a denúncia, ao fazer conversão à direita, Adriano não percebeu a proximidade com o veículo do acusado e quase provocou um acidente de trânsito. Ato contínuo, o acusado abordou as vítimas, descendo do veículo, identificando-se como policial e chamou reforço.

As vítimas chegaram a descer do carro e solicitaram que o acusado mostrasse sua identificação visto que, pela vestimenta que trajava, não era possível saber se era mesmo policial rodoviário federal. Diante da recusa do acusado, eles retornaram ao carro e Adriano ligou a camionete iniciando manobra para desviar do veículo do réu, que estava impedindo sua passagem.

Quando iniciou o deslocamento, o policial efetuou disparos na direção do carro, que se chocou com um poste de iluminação. Após o choque, uma das vítimas saltou do carro e viu que fraturou alguns membros, enquanto a outra vítima foi atingida por disparos. O motorista foi atingido e faleceu no local. O réu foi pronunciado em agosto de 2017.

Jornal Midiamax