Polícia

Mulher morta por Marcelo Piloto em prisão no Paraguai trabalhava em mercado

A jovem Lidia Meza Burgos, de 18 anos, assassinada pelo traficante Marcelo Piloto neste sábado dentro de um quartel da polícia do Paraguai, trabalhava em um mercado popular de Assunção e havia voltado da Argentina há quatro meses. As informações são do jornal paraguaio “La Nación”. O pai da vítima, Francisco Meza, contou à imprensa […]

Da Redação Publicado em 18/11/2018, às 10h19 - Atualizado em 19/11/2018, às 10h57

Lídia Meza Burgos Foto: Arquivo Pessoal
Lídia Meza Burgos Foto: Arquivo Pessoal - Lídia Meza Burgos Foto: Arquivo Pessoal

A jovem Lidia Meza Burgos, de 18 anos, assassinada pelo traficante Marcelo Piloto neste sábado dentro de um quartel da polícia do Paraguai, trabalhava em um mercado popular de Assunção e havia voltado da Argentina há quatro meses. As informações são do jornal paraguaio “La Nación”.

O pai da vítima, Francisco Meza, contou à imprensa local que Lidia trabalhava há um mês no Mercado 4. “Ela é nossa última filha, uma das mais mimadas — disse o pai ao canal de notícias “C9N”, do Paraguai.

Meza contou que a filha vivia em um apartamento nos arredores do mercado onde trabalhava.

De acordo com o jornal “ABC Color”, Marcelo Piloto se reuniu com um de seus advogados nas primeiras horas da manhã de sábado. Lidia Meza chegou ao quartel da polícia para um encontro a sós com o brasileiro por volta das 12 horas.

Lidia Meza Burgos, de 18 anos, visitava Piloto, que é apontado como um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho, pela segunda vez. Por volta de 13h50, o guarda que fazia ronda ouviu gritos vindos da cela de Piloto. Quando aproximou-se, encontrou a mulher caída no chão, ensanguentada.

Atingida por 16 facadas, a vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O promotor Hugo Volpe, responsável pelo caso, contou ao G1 que o crime ” foi uma atitude extrema de Piloto para impedir sua extradição” para o Brasil, onde já foi condenado a 26 anos de prisão por vários crimes.

A extradição de Piloto foi concedida em 30 de setembro, mas ele recorreu e agora é analisada em segunda instância. As autoridades paraguaias acreditavam que ele deveria voltar ao Brasil ainda este mês.

Após o crime, o presidente do Paraguai prometeu adotar medidas drásticas.

Jornal Midiamax