Polícia

Casal de amigos é preso após conseguir R$ 400 mil em golpe de falsificação

Eles usavam terrenos à venda na internet como garantia

Aliny Mary Dias Publicado em 23/03/2018, às 18h15

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Eles usavam terrenos à venda na internet como garantia

Ana Flavia Souza Silva, de 26 anos, e Fabio Lucas Sales, de 37 anos, foram presos nesta quarta-feira (21) suspeitos de lucrar R$ 400 mil com golpes de falsificação de documentos. Os amigos utilizavam informações de sites de compra e vendas de imóveis para falsificar documentos e conseguir empréstimos bancários.

De acordo com o delegado João Paulo Sartori do Garras (Delegacia Especializada na Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), Ana e Fabio pesquisavam terrenos à venda em sites. As informações básicas dos donos dos imóveis eram usadas em RG, CPF e lâminas de cheques falsos.

Se passando pelos donos dos terrenos, o casal de amigos ia até agências bancárias e até pessoas físicas solicitar empréstimos. Como garantia eles ofereciam os terrenos que estavam anunciados na internet, mas que não eram deles.

Conforme Sartori, em apenas um dos golpes os amigos conseguiram liberação de R$ 400 mil de um banco ao se passar por um advogado. Do valor total, eles sacaram R$ 230 mil e quando Flavio retornou à agência para sacar o restante acabou levantando suspeitas.

A gerente do banco decidiu acionar a polícia, que pendeu o golpista enquanto ele saía da agência. Ana Flavia foi presa em seguida em uma oficina mecânica que pertence ao marido dela, também suspeito de integrar o esquema.

Levados para o Garras, os dois passaram por audiência de custódia e tiveram prisão mantida pela Justiça. Ambos foram levados para presídios da Capital e devem responder por estelionato e falsificação de documentos.

Outro caso

Nesta quinta-feira (22), policiais da mesma delegacia prenderam outro estelionatário. Gerson Ferreira da Silva, de 47 anos, foi detido na casa dele, no bairro Tijuca, por falsificação de documentos.

Casal de amigos é preso após conseguir R$ 400 mil em golpe de falsificação

Gerson já respondeu pelo crime no Mato Grosso e também era investigação na Capital pela Dedfaz (Delegacia Especializada na Repressão de Crimes de Defraudações      e Falsificações). Ele responderá por estelionato, porte ilegal de arma e falsificação de documentos.

Jornal Midiamax