Polícia

Cliente diz que lava-jato onde Wesner foi ferido era ‘de muita diversão’

Primeira audiência sobre o caso começou às 14 horas

Midiamax Publicado em 02/10/2017, às 20h18

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Primeira audiência sobre o caso começou às 14 horas

Em audiência sobre a morte de Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, nesta segunda-feira (2), Josemar Franca da Silva, cliente do lava-jato onde o jovem trabalhava disse que o local era um ambiente de muita diversão e que por isso deixava o carro no local. 

Esta é a primeira audiência sobre o caso. Os depoimentos começaram por volta das 14 horas e foram encerrados às 17 horas, três horas após a primeira testemunha ser ouvida. O primeiro a falar foi o clínico geral Pedro Paulo Gonçalves, que atendeu o jovem no CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes. 

O médico legista Marco Antônio de Melo foi o segundo a ser ouvido. Ele garantiu que ao contrário do que os suspeitos – proprietário do lava-jato onde a vítima trabalhava e um colega de trabalho – alegam, a mangueira foi introduzida na vítima. O legista também destacou os riscos do equipamento. 

A terceira testemunha foi a assistente social Neide Santos. Ela disse que em conversa com Wesner ele negou que a mangueira foi introduzida e garantiu “que a brincadeira foi por cima da roupa”. Neide pontuou que ficou pouco tempo com a vítima e que não era possível garantir que Wesner disse apenas a verdade.

A quarta testemunha foi um adolescente de 12 anos. O menino é cunhado do proprietário do lava-jato, suspeito de cometer o crime. Ele foi ouvido com apoio de uma assistente social.

Mãe do adolescente, Alessandra Moreira da Silva, foi a quinta pessoa a ser ouvida. Ela disse que o filho presenciou a ação, porém, afirmou que ele não sabe informar se a mangueira foi, ou não, introduzida.

A empresária Sueli Demarco Sena, mãe do dono do lava-jato, também depôs. Ela se emocionou ao dizer que o relacionamento entre o filho e a vítima era de muita amizade. 

Josemar Franca da Silva, que mencionou o clima de diversão no local foi a sétima pessoa a ser ouvida. Outro cliente, André Andrade da Rosa, também depôs. Ele, que é amigo do dono do lava-jato desde 2010, disse que nunca presenciou rivalidade entre os envolvidos.

Edineis Rocha, amiga do dono do lava-jato desde a infância, também depôs. Ana Paula, foi a décima testemunha a ser ouvida. Ela é namorada do sobrinho do segundo suspeito – colega de trabalho da vítima.  

Valdinei Rodrigues, vizinho do suspeito também prestou depoimento. Ele disse que conhece o jovem há 12 anos e defendeu que o rapaz sempre foi trabalhador. A última testemunha foi Edson Rocha dos Santos que também defendeu o jovem. 

Ao todo 12 pessoas prestaram depoimento e outras quatro testemunhas arroladas pelo Ministério Público faltaram. Uma nova audiência está marcada para às 15h30 do próximo dia 30. Além das testemunhas, os suspeitos também prestarão depoimento na ocasião. 

Jornal Midiamax