Polícia

Guarda abre sindicância e afasta denunciados por ‘sessão de tortura’

Dois guardas foram afastados 

Midiamax Publicado em 02/08/2016, às 18h35

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Dois guardas foram afastados 

A Guarda Civil Municipal abriu sindicância para investigar o suposto caso de tortura ao vendedor Thiago Pereira dos Santos, de 24 anos, no domingo (31). Depois da denuncia, dois guardas ligados ao episódio foram afastados de suas funções até o fim da investigação. Outros 15 servidores teriam participado as agressões.

Segundo o vendedor, o caso aconteceu depois que ele fez críticas à corporação em sua página nas redes sociais. No domingo, dois agentes à paisana chegaram a residência de Thiago no Bairro Campo Nobre e quando foi até o portão para atendê-los, foi surpreendido por outros 15 guardas, estes fardados, que o ‘convidaram’ a ir até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga para prestar depoimento sobre as publicações.

“Eu me neguei, disse que só iria com a polícia”, relata. Foi então que de forma agressiva, diz Thiago, que foi colocado à força dentro de uma viatura. No veículo deu-se início a 5 horas de tortura, onde o vendedor afirma ter sido xingado, e agredido com tapas, socos, chutes e até choques.

Nesta terça-feira (31) o tenente-coronel Marcos Cesar Hobel Escanaichi, comandante da Guarda Civil Municipal, afirmou a equipes do Jornal Midiamax que o caso já é investigado e dois envolvidos foram afastados. "Abrimos o processo de sindicância. Afastamos dois guardas envolvidos e vamos apurar os fatos", afirma.

Ainda segundo o comandante, durante o processo de sindicância, a vítima deve identificar os outros envolvidos nas agressões, que segundo Thiago, somam 15 guardas. "Já estou trabalhando. Vamos entrar com processo contra as pessoas que me agrediram e contra a Guarda Civil Municipal e acho que agora vai ficar tudo certo", reforçou o vendedor.

O Thiago registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e levou a denúncia até Corregedoria da Polícia Civil, já que ele afirma que também foi hostilizado na delegacia, por investigadores e possivelmente pela delegada de plantão. Nesta segunda-feira (1º) o vendedor foi até o Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) para fazer o exame de corpo de delito.

Jornal Midiamax