Polícia

Federação repudia tortura praticada por tios em suposto ritual de magia negra

A criança foi levada para a Santa Casa

Diego Alves Publicado em 24/02/2016, às 22h07

None
5d63d2d0792f8d8bbb908e44f7d67b2d.jpg

A criança foi levada para a Santa Casa

A Fecams (Federação dos Cultos Afro-brasileiros e Ameríndios de Mato Grosso do Sul) publicou uma nota de repúdio em relação aos casos de tortura contra uma criança de 4 anos praticadas pelos tios do menino que atribuíram a violência contra o sobrinho como parte de “rituais de magia negra”.

O menino de 4 anos foi resgatada na noite desta terça-feira (23) pelo Conselho Tutelar, depois da constatação da prática de tortura pelos tios, que tem a guarda do menino desde maio de 2015. A criança foi levada para a Santa Casa de Campo Grande por volta das 18h. A tia, segundo a polícia, atribuiu as agressões, a "vozes" que ouvia, que segundo ela eram do "diabo".

Consta na nota, a Fecams exige das autoridades competentes que sejam apurados os fatos o mais breve possível e que se tomem as devidas providências, “pois além de manchar o nome e honra da Umbanda, o fato é um atentado a dignidade infantil e uma afronta a sociedade”

“A Polícia Civil deveria ter mais cuidado ao divulgar casos como este para não manchar a imagem das demais entidades, porque aqui em Campo Grande existem cerca de 500 famílias umbandas por exemplo. Associar o caso do menino a religião deles causou transtornou e pode gerar perseguição. Muita gente forma uma opinião errada sobre o que significa magia, as entidades que fazem parte da federação não tem nada a ver com o que acontecer, e não age desta forma” – sacerdote de umbanda e presidente da federação Irbes Santos.

Leia nota:

A Federação dos Cultos Afro-brasileiros e Ameríndios de MS – FECAMS vêm a público manifestar sua veemente indignação diante do fato acontecido em Campo Grande, onde foi constatado que uma criança de 4 anos foi vítima de tortura realizada pelos seus tios em supostos rituais de magia negra.

De acordo com levantamento de informações sobre o ocorrido, os envolvidos são os responsáveis pela guarda do menino, uma mulher de 31 e um homem de 45 anos de idade, que vinham praticando sessões brutais de sofrimento contra a criança de três a quatro vezes por semana, culminando agora na quebra de um dos braços da vítima, ferimentos nos olhos, queimaduras no rosto, unhas arrancadas e várias lesões pelo corpo.

A FECAMS como legítima representante de todos aqueles ligados aos cultos afro-brasileiro e ameríndio do Mato Grosso do Sul exige das autoridades competentes que sejam apurados os fatos o mais breve possível e que se tomem as devidas providências, pois além de manchar o nome e honra da Umbanda, o fato é um atentado a dignidade infantil e uma afronta a sociedade.

Desejamos que Pai Oxalá conforte esse garoto que tanto sofreu na mão de seus algozes, e que eles sejam responsabilizados pelos seus crimes na Lei de Deus, dos Homens e na Justiça de Xangô!

Jornal Midiamax