Polícia

Acadêmica inventou estupro por medo da família descobrir que perdeu virgindade

Universitária estava com um casado e mentiu sobre ataque na UFGD

Midiamax Publicado em 05/05/2016, às 22h33

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Universitária estava com um casado e mentiu sobre ataque na UFGD

A jovem de 21 anos que alegou ter sido estuprada pelo ex- namorado na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) no dia 4 de abril mentiu sobre o crime. Segundo a polícia, na data a jovem teve relação sexual com um homem casado, de 25 anos, mas ficou com medo de contar à família que havia perdido a virgindade e acusou o ex, Flavio Mauri de Souza, de 36 anos.

A afirmação foi feita pela delegada Paula Ribeiro dos Santos Oruê durante uma entrevista coletiva na Dam (Delegacia de Atendimento a Mulher) na tarde desta quinta-feira (5).

Segundo o site Dourados News, inicialmente a jovem contou que foi até a biblioteca da universidade para devolver um livro, quando foi atacada pelo o ex e forçada a ter relações sexuais com ele. A estudante ainda afirmou que o suspeito, que é interno do semiaberto, estava com duas facas.

No mesmo dia, a Polícia Militar prendeu o suspeito no seu trabalho. Já na delegacia, o homem negou ter praticado o crime e indicou o nome de testemunhas que poderiam confirmar que ele não teria deixado o local de trabalho em momento algum na hora em que o estupro aconteceu.

Durante as investigações, uma equipe de perícia da Polícia Civil foi até o Campus e não encontrou marcas do crime no local apontado pela vítima. Testemunhas apontadas pelo então autor e pela vítima foram ouvidas, até que a família procurou a polícia para contar que a estudante havia mudado a história e confessado que mentiu.

Ainda assim, a jovem continuou afirmando para a polícia que havia sido estuprada e desta vez apontou o rapaz de 25 anos como o suspeito. O homem foi levado para a delegacia, onde contou que ficou com a possível vítima, mas que a relação não foi forçada. O rapaz ainda relatou que se arrependeu da traição e contou para a esposa, que também prestou depoimento.

Ainda de acordo com a delegada, o laudo médico, depois de pronto, apontou que o hímen da jovem havia sido recentemente rompido, e tanto o sangue nas roupas dela quanto as dores que ela relatou, estariam associados às características de uma primeira relação sexual. Além disso, não havia qualquer vestígio da violência no corpo da vítima.

Diante das provas, a estudante confessou que mentiu por vergonha da família e medo da reação ao descobrir que havia perdido a virgindade.

Ela ainda afirmou que se lembrou do ex porque guardou muita mágoa dele por ter mentido para ela na época em que namoraram. Como a família não aprovava o namoro, ela relata que seria um nome facilmente aceitável pelos pais como um suposto autor de estupro.

Agora a jovem vai responder pelo crime de denunciação caluniosa, porque houve o início de investigação e um autuado em flagrante. Se condenada pode pegar de dois a oito anos de reclusão.

Já para o ex-namorado da estudante, a polícia deve enviar um oficio pedindo o desindiciamento dele, ou seja, pedindo para que o nome dele não conste mais nos autos do inquérito.

Flávio foi preso em flagrante logo após o suposto crime e solto em torno de três dias depois por falta de provas. No entanto, como ao ficar preso não compareceu para dormir no semiaberto, foi considerado foragido deste estabelecimento penal. No dia 30 de maio haverá uma audiência de justificativa, em que a defesa do homem explicará a situação.  

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