Polícia

Interdição de rua provoca confusão entre Guarda Municipal e dono de estacionamento

Guardas civis municipais e o dono do estabelecimento foram parar na delegacia

Renata Portela Publicado em 04/07/2015, às 16h11

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Guardas civis municipais e o dono do estabelecimento foram parar na delegacia

Na manhã deste sábado (4), um agente da Guarda Civil Municipal de Campo Grande, que preferiu não se identificar, e Laercio Hidemitsu Oshiro, de 44 anos, dono de um estacionamento no centro da Capital, se envolveram em confusão. O caso foi parar na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.

De acordo com o guarda municipal, o Corpo de Bombeiros pediu para que o trecho da Rua Barão do Rio Branco, entre a Rua 14 de Julho e a Calógeras, fosse interditado. Guardas civis municipais que atuam no trânsito fizeram a interdição da rua, para que os bombeiros pudessem fazer uma simulação de acidente. A ação faz parte das comemorações do Dia do Bombeiro.

Uma mulher, que conduzia uma moto Honda Biz teria furado a interdição, segundo o guarda. Ele afirmou que ela empreendeu fuga e entrou no estacionamento. Ainda segundo o guarda, ele foi atrás da motociclista para que ela fosse autuada, mas foi impedido de entrar no estabelecimento por Laercio.

Já segundo o dono do estacionamento, a motociclista é mensalista do local há mais de dois meses. Ele afirmou que ela deixa a moto no pátio do estacionamento todos os dias, antes de ir para o serviço. “Eu estou sendo pago para cuidar da moto dela. Se eles deixaram ela passar na barreira, eu não ia deixar ela entrar no meu estacionamento, que é privado. Eles que resolvessem com ela na rua”, disse.

Para Laercio, a atitude do guarda foi exagerada. “Ele ficou nervoso e trocamos ofensas, então ele disse que eu estava preso por desacato”. O homem ainda afirmou que acompanhou os guardas até a Depac, pois só ofendeu o guarda depois de também ser ofendido. “Sempre fazem barreiras na rua do estacionamento, para desfiles da cidade, e nunca tive problema. Tenho o estabelecimento faz 15 anos”, afirmou Laercio.

Se confirmado que a mulher furou a barreira da guarda, ela poderá responder pela infração e ter a motocicleta e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) recolhidas. Até o fechamento dessa matéria, o guarda municipal e o dono do estacionamento aguardavam para serem atendidos na Depac.

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