Polícia

RJ: preso caseiro acusado de participar da morte de coronel

A Polícia do Rio prendeu na manhã desta terça-feira Rogério Pires, caseiro do coronel reformado do Exército Paulo Malhães. Ele está sendo acusado de latrocínio, roubo seguido de morte. A prisão ocorreu após o caseiro prestar novo depoimento na Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. De acordo com a assessoria da polícia, Rogério confessou estar […]

Arquivo Publicado em 29/04/2014, às 14h33

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A Polícia do Rio prendeu na manhã desta terça-feira Rogério Pires, caseiro do coronel reformado do Exército Paulo Malhães. Ele está sendo acusado de latrocínio, roubo seguido de morte. A prisão ocorreu após o caseiro prestar novo depoimento na Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense.


De acordo com a assessoria da polícia, Rogério confessou estar envolvido na morte do coronel na última quinta-feira, em Nova Iguaçu. O delegado Willian de Medeiros deve dar mais detalhes sobre o caso ainda hoje. A polícia trabalha com a participação de pelo menos mais uma pessoa no crime.

Comissão Nacional da Verdade


No dia 25 de março, Malhães prestou depoimento à Comissão Nacional da Verdade, quando confirmou ter participado de torturas durante o Regime Militar. Ele também falou sobre o desaparecimento dos restos mortais do deputado federal Rubens Paiva. O coronel trouxe outros detalhes sobre os procedimentos dos agentes do Centro de Informação do Exército (CIE), que mutilavam corpos de vítimas da repressão na Casa da Morte (Petrópolis) arrancando arcadas dentárias e pontas dos dedos para impedir sua identificação.

Morte


Pelas informações iniciais da Polícia Civil, o sítio onde o coronel e a esposa moravam, em uma área rural de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi invadido por três criminosos na tarde da última quinta-feira. Eles teriam ficado cerca de oito horas no local. Durante este tempo, o caseiro e a mulher do coronel teriam sido amarrados e colocados em cômodos separados da casa. Na ação, foram levadas armas antigas que Malhães colecionava, além de computadores, dinheiro e joias. A Polícia foi acionada na manhã de sexta-feira, quando as investigações começaram.

Jornal Midiamax