Polícia

Policial que prendeu acusados da morte de vereador de Alcinópolis é ouvido em audiência

Foi realizada na tarde desta quinta-feira (28), uma audiência sobre o assassinato de Carlos Antônio Costa Carneiro, então presidente da Câmara de Vereadores de Alcinópolis, cidade a 384 quilômetros de Campo Grande. O crime ocorreu em Campo Grande no dia 26 de outubro de 2010. Os acusados de serem os executores do crime, já foram […]

Arquivo Publicado em 28/08/2014, às 21h07

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Foi realizada na tarde desta quinta-feira (28), uma audiência sobre o assassinato de Carlos Antônio Costa Carneiro, então presidente da Câmara de Vereadores de Alcinópolis, cidade a 384 quilômetros de Campo Grande. O crime ocorreu em Campo Grande no dia 26 de outubro de 2010. Os acusados de serem os executores do crime, já foram julgados e condenados. Agora, a Justiça apura a participação do suspeito de ser o mandante do crime.


A audiência foi realizada na 2ª Vara do Júri em Campo Grande. Duas testemunhas, uma de defesa, e outra de acusação estavam previstas para serem ouvidas pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos. Porém, a única testemunha ouvida foi um policial civil responsável pela prisão dos dois executores do crime. Ele foi questionado, por defesa, acusação e pelo juiz e afirmou que a participação dele no caso, se deu apenas no momento da prisão.


O policial passava próximo do local onde o crime foi cometido e perseguiu os dois acusados já condenados com um colega. Ainda segundo o policial, por causa das atribuições dele, não foi possível acompanhar as investigações. Ele afirmou que ficou sabendo do caso mais pela imprensa e por isso, não poderia falar sobre o mandante do crime. “Se deu tão somente na prisão em flagrante do autor”, disse o policial.


A outra testemunha, de defesa do suspeito de ser o mandante do crime, não foi ouvida, por vontade da defesa.


Segundo o juiz Aluízio Pereira dos Santos, agora, outras testemunhas de acusação e de defesa serão ouvidas em Coxim e Alcinópolis. Após os juízes destas cidades realizarem as audiências, as cartas precatórias serão encaminhadas para Campo Grande e poderá ser marcada a audiência que vai interrogar o suspeito de ser o mandante do crime.


A expectativa do juiz é de que em menos de dois meses as oitivas das testemunhas estejam concluídas e o processo possa ter sequência em Campo Grande.


Família


Os familiares do vereador compareceram ao Fórum, munidos de faixas que lembram o assassinato de Carlos Antônio. “Esperamos que tenha justiça. São dois anos e meio parado”, disse a viúva do vereador, Nara Simone Silva Carneiro, com relação ao tempo que um dos suspeitos de ser o mandante do crime [o então prefeito Manoel Nunes ] ter perdido o foro privilegiado.


A irmã, Rosângela Costa Carneiro, também afirma que o processo que julga o mandante do crime, ficou parado por muito tempo. “Essa é primeira testemunha e esperamos que marque o júri, porque quanto mais demora, menos as pessoas vão lembrar e esperamos que saia a condenação dele [do então prefeito Manoel Nunes ] e dos três vereadores.


Para Alcino Carneiro, pai do vereador, a expectativa é que agora, o caso ande sem interrupções. “Esperamos que agora que começou vá para frente. Depois de quatro anos acontece a primeira audiência”


Assassinato


O crime aconteceu no dia 26 de outubro de 2010 em Campo Grande, próximo do Hotel Vale Verde, por dois homens que estavam em uma motocicleta. Dois policiais civis que passavam pelo local em um veículo descaracterizado realizaram a perseguição aos dois homens. Eles foram alcançados e presos.


Os dois acusados foram condenados pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, Ireneu Maciel, à pena de 19 anos de reclusão em regime fechado e Valdemir Vansan a 18 anos de reclusão. Eles foram respectivamente denunciados por serem o executor e o intermediador do assassinato.


De acordo com a denúncia, Ireneu receberia de Valdemir a quantia de R$ 20 mil para assassinar a vítima. Conforme consta nos autos, Valdemir agiu como intermediador entre os mandantes do crime, ainda não identificados, e os executores, além de ter fornecido a arma de fogo utilizada no assassinato.


O terceiro acusado, Aparecido Souza Fernandes, conhecido como “Cido” e apontado como condutor da motocicleta foi absolvido no pelos jurados do Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.



Jornal Midiamax