O presidente da Câmara dos Vereadores de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), afirmou que encaminhou dois ofícios, um à Secretaria de Segurança Pública do Estado e outro ao Comando-Geral da Polícia Militar, solicitando reforço policial para esta quinta-feira (26), dia que acontece a votação do relatório da Comissão Processante, que indica a cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP).

“Nós vamos tomar as mesmas medidas de segurança que foram utilizadas da última vez. Vai ser instalado um telão do lado de fora para a população que quiser acompanhar e só vai entrar no prédio da Câmara quem conseguir lugar”, afirma o vereador.

“Nossa intenção é que os trabalhos ocorram com a máxima segurança para os funcionários da Câmara, para os vereadores, para a imprensa e para a população que quiser acompanhar”, explica.

Mario Cesar também acredita que desta vez o prefeito Bernal deve comparecer à Comissão. “Ele e o advogado dele”.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Coronel Carlos Alberto Davi, disse que recebeu nesta terça-feira (24) uma ligação do presidente da Câmara “narrado uma série de preocupações em relação à segurança da sessão”.

Ele afirmou que pediu ao vereador que encaminhasse um oficio, que ele ainda não recebeu, para verificar ou não a necessidade de um contingente da Polícia Militar acompanhar a sessão “Essa é uma questão política que deve ser resolvida com os políticos. No entanto, nos estamos acompanhando movimentações pela rede social e se necessário vamos atuar”, explica.

Guarda Municipal

No Facebook muitas pessoas questionam se a atuação da Polícia Militar seria constitucional dentro da Câmara dos Vereadores. Para o Coronel Davi, qualquer lugar em que haja a quebra da ordem pública a atuação da PM é legal e constitucional.

No entanto, o coronel afirma que a força policial só será utilizada se realmente o presidente demonstrar que os trabalhos da sessão podem ser prejudicados por conta de uma mobilização mais violenta. “A Polícia Militar não tem lado nessa briga”.

“O posicionamento da Polícia Militar sempre será técnico, se houver solicitação do presidente informando sobre a possível quebra da ordem dentro da Câmara ou a possibilidade de a sessão convocada não acontecer a PM ira atuar”, fala.