Polícia

Assassino de Glauco dividirá cela com outros três presos

O assassino confesso do cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e de seu filho Raoni, de 25 anos, o estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 24 anos, ganhou, neste fim de semana, mais três companheiros na cela que ocupa na Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Segundo a assessoria da PF, por […]

Arquivo Publicado em 29/03/2010, às 20h58

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O assassino confesso do cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e de seu filho Raoni, de 25 anos, o estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 24 anos, ganhou, neste fim de semana, mais três companheiros na cela que ocupa na Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Segundo a assessoria da PF, por enquanto a convivência tem sido pacífica. Desde que tinha sido preso, no dia 14, Cadu ocupava a cela individualmente.

O estudante é acusado de ter matado Glauco na madrugada do dia 12 na chácara onde o cartunista morava. Depois do crime, teria ficado escondido em mata, antes de empreender uma tentativa de fuga para o Paraguai. No entanto, o carro que teria roubado em São Paulo foi reconhecido por policiais rodoviários federais e perseguido. O estudante teria, então, desferido tiros contra a viatura. Na Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, ele teria trocado tiros com policiais federais e ferido um deles no braço.

Em inquérito instaurado na PF em Foz do Iguaçu, ele foi enquadrado, entre outros crimes, por tentativa de homicídio. Com ele foi encontrada uma pistola 7.65, com um pente de 25 tiros deflagrados e outro intacto. Exame toxicológico mostrou que Cadu tinha utilizado maconha. Sobre o inquérito em Foz do Iguaçu a polícia prefere não comentar. Ao ser interrogado pela polícia civil de São Paulo, na sede da PF, ele confessou o crime.

De acordo com a assessoria de imprensa da PF em Foz do Iguaçu, Cadu foi acometido de um mal-estar e teve febre no fim de semana. Um médico esteve na prisão e, depois de medicado, o preso passa bem. Não há nenhuma previsão sobre possível transferência de Cadu para São Paulo, onde responde a inquérito pela morte do cartunista.

Jornal Midiamax