Nestes tempos em que vivemos, sem liderança política, cultural e cívica para orientar a sociedade, crescem as iniciativas tóxicas para a sociedade. Ambiente em que a liberdade é usada contra o interesse público.

No Rio de Janeiro, temos exemplos de manifestações que vão de encontro a ordem econômica e a qualidade de vida do cidadão, curiosamente promovidas por entidades ditas representativas da população. Além do barulho, recorrem à Justiça buscando amparo para suas teses.

Dois casos estão na ordem do dia, que felizmente não encontraram eco no Judiciário. O primeiro é a reivindicação feita em nome dos moradores da região do Jardim de Alah para impedir o projeto que vai revitalizar e proporcionar qualidade de vida à região e à cidade. O local hoje é inseguro, refúgio de bandidos e com o projeto será um ponto de lazer de bom nível. Todos sairão ganhando. Outra iniciativa inacreditável, baseada em dados falsos, é a de supostos moradores da Urca contra a tirolesa, que vai acrescentar uma atração turística à cidade, sem prejuízo ambiental ou mesmo afetando o movimento, pois o uso tem limitações naturais e deve atender a menos de 500 pessoas por dia.

A questão da limitação do movimento do SantosDumont foi um grave erro, um desastre para o turismo e os negócios, quando o natural e legítimo teria sido a limitação do número de passageiros por ano e não a interferência nas rotas a serem atendidas, como sugeriu o senador Carlos Portinho e este jornal em editorial. Estas, no nosso entender, deveriam até contemplar voos para Buenos Aires, tornando o final de semana lá e cá mais fácil para cariocas e portenhos. Bastava limitar o número de passageiros.

E tão lamentável quanto à militância pelo atraso é a omissão da sociedade na defesa de interesses legítimos e de bom senso. Este seria o caso da omissão no que toca a prioridade na questão da população de rua, que está, com amparo agora do Supremo Tribunal, ameaçando a paz social, a proteção do bom uso de calçadas, sem condições sanitárias como moradia, interferindo na segurança de imóveis que pagam impostos, inibindo a circulação do cidadão no entorno de sua residência. Um absurdo que afeta a atividade econômica, incluindo o turismo, que é relevante na geração de emprego e renda no Rio. Nenhuma voz se levantou para chamar a atenção para amedida que, inclusive, veda barreiras de proteção ao patrimônio e à segurança do cidadão. Este é o caminho do caos.

A reação deveria partir do Legislativo municipal e da própria prefeitura, responsáveis pela gestão dos espaços urbanos. Todo e qualquer ação das autoridades devem ser apoiadas e não contestadas. 

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