Especialistas forenses do Peru apontaram na sexta-feira, 12, que duas bonecas que foram investigadas como possíveis alienígenas e uma suposta mão de três dedos que autoridades peruanas apreenderam no ano passado não são de outro planeta. Os peritos forenses da Procuradoria do Peru disseram que os objetos eram feitos de papel, cola, metal e ossos humanos e de animais.

“A conclusão é simples: são bonecos montados com ossos de animais deste planeta, com modernas colas sintéticas, portanto não foram montados na época pré-hispânica”, disse o arqueólogo forense Flavio Estrada aos repórteres. “Eles não são extraterrestres; eles não são alienígenas.”

Especialistas mostraram aos repórteres na sexta-feira um par de bonecos de 60 centímetros de comprimento vestidos com roupas vermelhas, laranja e verdes. Eles disseram que exames mostraram que ossos de pássaros, cães e outros animais foram usados para criar os bonecos.

Enquanto isso, uma suposta mão com três dedos foi submetida a exames de raios X. Estrada disse que a mão “muito mal” construída foi criada com ossos humanos.

O Ministério Público ainda não determinou quem é o proprietário dos objetos. Na sexta-feira, as autoridades disseram apenas que um cidadão mexicano era o dono dos objetos antes deles serem apreendidos pelos despachantes alfandegários em outubro.

O mexicano José Jaime Maussan e alguns legisladores mexicanos foram criticados quando compareceram ao Congresso do país para apresentar duas caixas com supostas múmias encontradas no Peru. Eles afirmaram que eram “seres não humanos que não fazem parte da nossa evolução terrestre”.

Em novembro, Maussan regressou ao congresso do México com um grupo de peruanos e passou mais de três horas defendendo a causa dos “seres não humanos” que, segundo ele, foram encontrados no Peru, onde fez afirmações semelhantes em 2017. Um relatório da Promotoria peruana descobriu naquele ano que os supostos corpos de alienígenas eram, na verdade, “bonecos fabricados recentemente, que foram cobertos com uma mistura de papel e cola sintética para simular a presença de pele”.

(Agência Estado)