Autoridades espanholas apreenderam nesta quinta-feira, 16, um submarino construído unicamente para transportar cocaína entre América do Sul e Europa. O narcossubmarino foi encontrado na segunda-feira, 13 em Arousa, costa da Galícia. Ele teria vindo do Brasil carregado de droga. Investigadores disseram que foram encontrados “cobertores, e comida brasileira” no interior da embarcação.

É o segundo narcossubmarino detectado na costa da Galícia, depois de uma embarcação semelhante ter sido encontrada com três toneladas de droga em 2019. Chamado de Poseidon, ele tem 23 metros de comprimento.

Por dentro, ele se parece com a embarcação abandonada em frente ao município galego de Aldán, em 2019, que continha mais de três toneladas de cocaína e cujos tripulantes foram presos. Mas, desta vez, não há vestígios da droga ou da tripulação.

Duas lanchas localizadas em fevereiro em uma praia próxima ao local onde o narcossubmarino foi encontrado na segunda-feira fazem os investigadores acreditar que os traficantes conseguiram despachar a carga desta vez.

Em agosto de 2006, imitando os narcotraficantes colombianos, os espanhóis fizeram uma tentativa frustrada de construir um submarino que pudesse submergir mais fundo que os semissubmersíveis. Eles pretendiam recolher 750 quilos de cocaína com ela. Mas o resultado da operação foi um fiasco e o veículo foi encontrado à deriva perto das Ilhas Cíes. Seu único tripulante e várias pessoas ligadas à fabricação foram presos.

A descoberta do semissubmersível na Galícia coincide com a apreensão, no domingo, 12, de um submarino que estava à deriva no Oceano Pacífico com um carregamento de 2,6 toneladas de cloridrato de cocaína, duas pessoas mortas e duas vivas, mas em estado de saúde delicado. Segundo a , além da entrada de água na embarcação, ocorreu um vazamento de gases tóxicos do combustível que contaminaram o ambiente. A Marinha afirma que a droga tinha como destino a América Central e estava avaliada em US$ 87 milhões (R$ 460 milhões).

A Colômbia informou que também foram localizados outros três semissubmergíveis usados por dissidentes das extintas Revolucionárias da Colômbia (Farc), para transportar entre quatro e seis toneladas de cloridrato de cocaína cada. Os grupos criminosos atuam no Departamento de Nariño, no Pacífico colombiano. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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