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Obesidade aumenta chance de morte por covid em quase 50%, aponta estudo

A obesidade aumenta o risco de morte pelo novo coronavírus em quase 50% e pode diminuir a eficácia de imunizantes contra a covid-19, de acordo com um estudo global encomendado pelo Banco Mundial. A pesquisa alerta que os riscos para a população obesa pode ser maior do que se imaginava e deve aumentar a pressão […]

Matheus Maderal Publicado em 26/08/2020, às 13h06

Foto: ilustrativa.
Foto: ilustrativa. - Foto: ilustrativa.

A obesidade aumenta o risco de morte pelo novo coronavírus em quase 50% e pode diminuir a eficácia de imunizantes contra a covid-19, de acordo com um estudo global encomendado pelo Banco Mundial. A pesquisa alerta que os riscos para a população obesa pode ser maior do que se imaginava e deve aumentar a pressão sobre os governos para abordarem o tema.

Pesquisas conduzidas pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostraram que pessoas obesas, com um Índice de Massa Corpórea (IMC) maior que 30, são os que correm os maiores riscos em relação à covid. A chance de terminarem internados em um hospital aumentam em 113%. Além disso, eles têm maiores chances de serem internados em UTIs (74%) e um risco maior de morte por coronavírus (48%).

O estudo foi liderado pelo professor Barry Popkin. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, ele se disse chocado com as descobertas. Os riscos de uma pessoa obesa morrer de covid-19 são significativamente maiores do que qualquer um poderia ter imaginado. “É um aumento de 50%, essencialmente. Este é um número bem alto e assustador”.

O estudo foi publicado na revista científica Obesity Reviews e traz informações de muitas pesquisas conduzidas no mundo todo, incluindo países como Itália, França, Reino Unido, Estados Unidos e China.

Pessoas obesas geralmente têm condições médicas subjacentes que os colocam em maior risco contra a covid. Entre esses problemas estão doenças cardíacas e diabetes do tipo 2. A obesidade também pode ocasionar mudanças metabólicas, como resistência à insulina e inflamações que podem tornar mais difícil o trabalho do corpo na luta contra infecções.

“Todos esses fatores podem influenciar o metabolismo das células imunes, que determinam como corpos respondem a patógenos, como o Sars-CoV-2 coronavírus”, disse ao The Guardian a co-autora do estudo, Melinda Beck. “Indivíduos com obesidade também são mais propensos a experimentar doenças que tornam a luta contra o coronavírus mais difícil, como apneia do sono, que aumenta a hipertensão pulmonar, ou um IMC que aumenta as dificuldades na hora da entubação”, acrescentou.

Os autores ainda dizem que qualquer vacina que seja desenvolvida contra a covid-19 pode não funcionar tão bem em pessoas obesas. “Nós sabemos que a vacina contra o coronavírus terá um efeito positivo em pessoas obesas. Mas, com base em todo o nosso conhecimento dos testes sobre os imunizantes, suspeitamos que terá um benefício menor, na comparação com outros”, disse Popkin. Ela explicou que hoje, nos EUA, existe uma vacina contra gripe que é reforçada para aqueles que estão acima do peso. (Com agências internacionais)

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