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Cientistas descobrem primeiro caso de reinfecção do coronavírus

O primeiro caso confirmado de reinfecção do novo coronavírus foi reportado, nesta segunda-feira (24), por cientistas de Hong Kong. A reinfecção ocorreu em um paciente, de 33 anos, que contraiu o vírus pela primeira vez em abril e testou positivo pela segunda vez em agosto. Conforme publicação no jornal O Globo, a descoberto foi publicada […]

Gabriel Neves Publicado em 24/08/2020, às 13h31

Imagem ilustrativa. (Foto: Mauricio Vieira)
Imagem ilustrativa. (Foto: Mauricio Vieira) - Imagem ilustrativa. (Foto: Mauricio Vieira)

O primeiro caso confirmado de reinfecção do novo coronavírus foi reportado, nesta segunda-feira (24), por cientistas de Hong Kong. A reinfecção ocorreu em um paciente, de 33 anos, que contraiu o vírus pela primeira vez em abril e testou positivo pela segunda vez em agosto.

Conforme publicação no jornal O Globo, a descoberto foi publicada em forma de artigo no periódico Clinical Infectious Diseases. Os pesquisaram conseguiram identificar que o paciente foi infectado por duas linhagens diferentes do vírus.

O paciente estava assintomático, ele foi testado em um aeroporto chinês na volta de uma viagem para a Espanha. Os cientistas publicaram que, por estar assintomático, o paciente mostrou indícios de que os sintomas são mais leves em casos de reinfecção.

“Nossa descoberta sugere que o Sars-CoV-2 pode persistir no organismo humano”, escreveu Kwok-Yong Yuen, líder do trabalho, juntamente com outros pesquisadores.

O sequenciamento genético conduzido pelos cientistas mostrou que o homem contraiu, na reinfecção, a linhagem que circulou na Europa entre julho e agosto, conforme o jornal.

Ao O Globo, os cientistas confirmaram que este é o primeiro caso comprovado que um paciente foi infectado pelo Sars-CoV-2 mesmo após ter se curado da doença anteriormente.

“Antes desse artigo, muitos acreditavam que pacientes recuperados teriam imunidade contra reinfecções, mas agora temos evidências de que alguns deles registram uma queda no nível de anticorpos após alguns meses”, disseram os pesquisadores da universidade chinesa em um comunicado.

Jornal Midiamax