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Jornalista é assassinada na Irlanda do Norte

Um tiroteio no conjunto habitacional Creggan Housing, resultou na morte da jornalista Lyra McKee, 29. O caso ocorreu na noite de quinta-feira, 18, em Londonderry, Irlanda do Norte. Segundo informações da polícia local divulgadas nesta sexta-feira, 19, o caso está sendo tratado como “incidente terrorista”. “Infelizmente, posso confirmar que depois dos tiroteios desta noite, em […]

Jéssica Fernandes Publicado em 19/04/2019, às 07h54

Tumultos em Londonderry, na fronteira entre Irlanda do Norte e República da Irlanda
Foto/ reprodução
Tumultos em Londonderry, na fronteira entre Irlanda do Norte e República da Irlanda Foto/ reprodução - Tumultos em Londonderry, na fronteira entre Irlanda do Norte e República da Irlanda Foto/ reprodução

Um tiroteio no conjunto habitacional Creggan Housing, resultou na morte da jornalista Lyra McKee, 29. O caso ocorreu na noite de quinta-feira, 18, em Londonderry, Irlanda do Norte. Segundo informações da polícia local divulgadas nesta sexta-feira, 19, o caso está sendo tratado como “incidente terrorista”.

“Infelizmente, posso confirmar que depois dos tiroteios desta noite, em Creggan, morreu uma mulher de 29 anos”, afirmou o vice-chefe de polícia Mark Hamilton, em comunicado divulgado pelo Twitter. “Estamos tratando o caso como um incidente terrorista.”

De acordo com Hamilton, foram abertas investigações de assassinato. “É provável que o Novo IRA esteja por detrás desta morte”, afirmou o vice-chefe de polícia.

A jornalista, costumava relatar frequentemente sobre o conflito na Irlanda do Norte. Segundo Hamilton, por volta das 23h de quinta-feira, um homem começou a disparar contra a polícia e Lyra McKee “ficou ferida, tendo sido retirada da área num carro policial até o hospital, mas, infelizmente, acabou por falecer”.

Anteriormente, houve tumultos em Creggan – foram disparados tiros e lançadas bombas incendiárias. As imagens mostram carros em chamas, veículos da polícia blindados e forças de segurança fortemente armadas. De acordo com relatos da mídia, a jornalista se encontrava entre as frentes e foi atingida por uma bala.

A presidente do Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte (DUP), Arlene Foster, condenou a violência “inútil”. “Aqueles que trouxeram armas de fogo para nossas ruas nos anos 1970, 1980 e 1990 estavam errados. Em 2019, também estão errados.”

Além disso, a vice-presidente da legenda nacionalista Sinn Fein, Michelle O’Neill, condenou a morte da jovem. “Foi um ataque à comunidade, um ataque ao processo de paz e ao Acordo da Sexta-feira Santa”.

Com informações da Deutsche Welle

Jornal Midiamax