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Brasileiros são suspeitos de ataque a aldeia paraguaia que deixou criança baleada

Pistoleiros ainda queimaram 10 casas e destruíram escola

Midiamax Publicado em 09/05/2017, às 17h54

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Pistoleiros ainda queimaram 10 casas e destruíram escola

Moradores da comunidade indígena 3 de julho, Itakyry, departamento de Alto Paraná, no Paraguai, sofreram dois ataques seguidos, domingo (7) e madrugada de ontem (8), e os pistoleiros contratados seriam brasileiros. Dez casas foram queimadas, a única escola foi destruída e disparos feriram de raspão o ombro de uma criança.

Conforme o ABC Collor, os suspeitos armados teriam sido contratados por Indústria Paraguaya SA (Inpasa) e agiram liderados por um ex-cacique da comunidade, identificado como Luciano Villalba Acosta, que teria negociado a entrega das terras da comunidade.

O Comissário da Polícia Nacional Jorge Luis López informou, de acordo com relatos do cacique, que as famílias correram para as montanhas e em seguida foram abrigadas na comunidade indígena localizada em Ybyrarobana, Canindeyú.

López não confirmou se a comunidade de 120 hectares é uma área de conflitos de terra, mas que a propriedade está nas mãos da Justiça.  Os índios moram no local há mais de 20 anos.

De acordo com o advogado da comunidade Reinaldo Lugo, o mandante seria Roberto Sosa. “Claro que ele nega isso. Amizade com a polícia É claro que eles estavam lá ontem e nada foi feito”, disse.

O senador Luis Alberto única Wagner, presidente da Comissão dos Assuntos Indígenas já entrou em contato com o advogado para ouvir o caso. O Instituto Indígena Paraguaio (INDI), até agora não se manifestou, publicou o ABC Color. 

(Foto: ABC Color)

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