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Cessar-fogo na Síria começa nesta segunda; Assad não recua

Horas antes de acordo valer, presidente diz que vai retomar áreas

Norberto Liberator Publicado em 12/09/2016, às 12h22

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Horas antes de acordo valer, presidente diz que vai retomar áreas

O cessar-fogo na Síria deve ser iniciado a partir desta segunda-feira (12), às 19h locais (12h em Mato Grosso do Sul). O acordo foi firmado pelos Estados Unidos e Rússia, que suspenderão os ataques aéreos por no mínimo 48 horas.

Segundo a rede norte-americana CNN, os secretários de Estado John Kerry (EUA) e Sergey Lavrov (Rússia) asseguram que o presidente sírio Bashar Al-Assad seria um “parceiro-chave” na busca pelo fim do conflito, que assola o país árabe desde 2011.

A CNN afirma que a trégua iniciada nesta segunda pode representar o início de um acordo para o fim da guerra e uma chance para melhor atuação de grupos humanitários, que resgatam e atendem centenas de milhares de sírios vítimas do conflito.

Com base nos acordos anteriores que falharam, grupos dizem que estão hesitantes quanto à efetividade do cessar-fogo. O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirma que, ainda na segunda-feira, ataques aéreos continuaram a acontecer na zona leste de Aleppo, controlada por grupos rebeldes que se opõem ao presidente Assad.

Prosseguimento de combates terrestres

Também nesta segunda, o próprio Assad declarou à imprensa estatal que está “empenhado” a retomar áreas em domínio de rebeldes e de grupos como o Estado Islâmico. "O Estado sírio está determinado a recuperar todas as regiões que estão nas mãos dos terroristas e a restabelecer a segurança", disse, citado pela agência francesa AFP.

"As Forças Armadas vão continuar seu trabalho sem hesitação e independente dos fatores externos e internos", afirmou o presidente. As declarações de Assad indicam que o conflito em terra deve prosseguir, até que o governo retome os locais controlados por jihadistas e forças de oposição.

Ele esteve presente nas celebrações da festa muçulmana do sacrifício, a Eid al-Adha, na cidade de Daraya. O local foi reduto do Estado Islâmico e forças rebeldes, mas foi reconquistado pelo regime no fim de agosto.

Jornal Midiamax