Chérif e seu irmão atacaram o jornal ‘Charlie Hebdo' e foram mortos.

A mulher de Chérif Kouachi, um dos dois autores do ataque ao jornal “Charlie Hebdo”, “condenou os atos de seu marido”, disse seu advogado, Christian Saint-Palais. A jovem foi liberada neste sábdo (11) após 72 horas de detenção, e expressou “sua indignação e condenação da violência”, segundo a France Presse.

De acordo com o advogado, ela também expressou solidariedade às vítimas e disse ter tido a mesma reação que a comunidade internacional. Segundo o defensor, ela nunca tinha percebido sinais no marido que pudessem indicar que ele cometeria atos terroristas e está “atordoada”.

Chérif e seu irmão, Said Kouachi, apontados como autores do ataque ao jornal, foram mortos na sexta-feira (9) após serem cercados em uma pequena gráfica na cidade de Dammartin-en-Goële, a 40 km a norte de .

A mulher de Chérif e outros quatro familiares dos irmãos foram detidos para interrogatório após o ataque ao jornal. Todos foram soltos neste sábado.

Mais familiares condenam
Também no sábado, a mãe e as irmãs do francês Amedy Coulibaly, morto pela polícia após manter reféns em cativeiro e ser suspeito de envolvimento com o ataque ao jornal “Charlie Hebdo”, “condenaram” os atentados cometidos em Paris nos últimos dias e apresentaram suas “sinceras condolências” às famílias das vítimas.

“Condenamos esses atos. Não compartilhamos, de modo algum, dessas ideias extremas. Esperamos que não haja analogia entre esses atos odiosos e a religião muçulmana”, declararam.

Amedy Coulibaly, de 32 anos, é o suspeito de matar a tiros a policial Clarissa Jean-Philipe, na quinta-feira (8). A companheira dele, Hayat Boumeddiene, também suspeita de participar da ação, está foragida. Segundo a polícia, a jovem de 26 anos pode “estar armada” e ser “perigosa”. Ela, porém, deixou o país dias antes do ataque ao jornal “Charlie Hebdo”, responsável pela morte de 12 pessoas.

Na sexta-feira, Coulibaly invandiu um mercado judeu e manteve reféns.

Durante o sequestro, Coulibaly falou que pertencia ao Estado Islâmico à televisão francesa “BFM-TV”, de dentro do mercado. Chérif Kouachi afirmou ao mesmo canal de TV. Disse ter sido financiado pela Al Qaeda no Iêmen, grupo que assumiu a responsabilidade pelo atentado.

Ações simultâneas da polícia mataram os três terrorisas. Coulibaly matou quatro dos reféns. O restante foi libertado.