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Homem proibido de usar turbante vence batalha contra Disney

Carteiro foi obrigado a trabalhar longe do público para que ninguém visse seu turbante e barba

Clayton Neves Publicado em 11/07/2015, às 12h23

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Carteiro foi obrigado a trabalhar longe do público para que ninguém visse seu turbante e barba

Um carteiro da religião sikh que trabalhava na Disney World venceu uma batalha legal contra o parque da Flórida alegando que foi obrigado a trabalhar longe do público para que ninguém visse seu turbante e barba.

Os advogados de Gurdit Singh afirmaram que ele tinha sido segregado pois, segundo a Disney, ele violava “a política de aparência”.

A Disney agora afirma que Singh pode entregar a correspondência em todas as rotas do parque, no meio do público e de outros funcionários.

A companhia diz que não faz discriminação religiosa.

Singh, que trabalhava no parque temático desde 2008 sem ser visto pelos visitantes, afirma que esta “muito agradecido” pela Disney pela mudança.

“Minha esperança é que esta nova política abra as portas para mais sikhs e outras minorias religiosas para praticar sua fé livremente aqui na Disney”, afirma.

“Meu turbante e barba servem como um lembrete constante de meu compromisso com minha fé. Lembram que somos todos iguais. Não é apenas um valor dos sikhs, é um valor americano.”

‘Traje necessário’ 
Gurjot Kaur, uma advogada que trabalha para a Coalizão Sikh, afirmou que Singh tentou um emprego na Disney pela primeira vez em 2005 e foi informado que teria que trabalhar limpando o estacionamento ou na cozinha.

“O entrevistador indicou que ele não poderia trabalhar na frente dos visitantes por causa de seu turbante e da barba”, informaram os advogados de Singh.

Singh não aceitou este emprego e tentou novamente em 2008, inicialmente para trabalhar como porteiro.

Apesar de sua grande experiência no stor, Kaur afirmou que seu cliente não conseguiu o emprego “pois seu ‘traje’ não combinava com o ‘traje’ necessário”. Singh interpretou a palavra “traje” como se referindo a seu turbante e barba.

Violação de direitos 
Em maio, os advogados da União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) e da Coalizão Sikh, um grupo de defesa da religião, escreveram para a Disney afirmando que estavam preocupados com a conduta do parque em relação a Singh.

Eles afirmam que ele foi designado apenas para uma rota de entregas que o mantinha longe dos clientes enquanto outros funcionários recebiam serviços nos quais ficavam visíveis para todos.

Os advogados argumentaram que isto era “específico, por causa de sua aparência racial/étnica e religiosa”, e uma violação de seus direitos civis.

Em resposta, a Disney colocou Singh em todas as outras rotas e afirmou que foi uma “escolha comprometida com a diversidade e que proíbe a discriminação baseada em religião”.

Singh continua com seu emprego na Flórida, entregando a correspondência no parque, e afirma que está feliz com seu emprego.

Jornal Midiamax