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Mau tempo prejudica buscas por corpos do voo AirAsia que caiu na Indonésia

O Airbus A320-200, que levava 162 pessoas de Surabaya para Cingapura.

Gerciane Alves Publicado em 31/12/2014, às 12h12

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O Airbus A320-200, que levava 162 pessoas de Surabaya para Cingapura.

Os esforços para localizar vítimas e destroços do voo AirAsia QZ8501, que caiu no mar de Java, na Indonésia, no domingo, estão sendo prejudicados pelo mau tempo e fortes marés na região.

Autoridades indonésias confirmaram que os restos mortais e destroços encontrados na terça-feira são do avião.

As equipes de busca dizem que sete corpos já foram recuperados. No dia anterior, falava-se em 40 corpos, mas esta informação não se confirmou.

Os dois primeiros corpos recuperados chegaram ao aeroporto de Surabaya nesta quarta-feira.

O Airbus A320-200, que levava 162 pessoas de Surabaya, na Indonésia, para Cingapura, desapareceu no domingo.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, prometeu uma “grande busca com navios e helicópteros” com foco na recuperação dos corpos das vítimas.

Foram solicitadas amostras de DNA a familiares dos passageiros e tripulantes para ajudar a identificar os corpos quando eles forem encontrados.

A correspondente da BBC Alice Budisatrijo, que está em Surabaya, diz que há temor de que os restos mortais não possam ser identificados após mais de três dias na água.

Uma cerimônia pública em homenagem às vítimas será realizada em Surabaya na quarta-feira à noite, horário local. O governador da província de Java Oriental disse à BBC que todas as celebrações de Ano Novo foram canceladas.

“Agora estamos focados em orações para as vítimas”, disse Soekarwo – que, como muitos indonésios, só usa um nome. “Esta é uma grande tragédia para a Indonésia e nós vamos fazer o que pudermos pelas vítimas e por suas famílias.”

Aviões de vários países foram enviados para varrer o mar nas primeiras horas de quarta-feira. Mergulhadores também estão sendo usados para procurar corpos e as caixas-pretas do avião.

Mas as autoridades disseram que a chuva, ventos fortes e ondas de até 3 metros fizeram as operações aéreas serem suspensas. A busca no mar continua.

O chefe da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia, Bambang Soelistyo, disse que mais um corpo havia sido recuperado do mar na quarta-feira – no total, foram sete corpos. Um deles era de uma mulher vestindo o uniforme da tripulação.

Além dos dois corpos levados de helicóptero para o aeroporto de Surubaya, quatro estão em um navio a caminho de um porto perto da cidade de Pangkalan Bun.

‘Sombra’ na água

A bordo do avião estavam 137 passageiros adultos, 17 crianças e um bebê, além de dois pilotos e cinco tripulantes.

A maioria era da Indonésia, mas também havia um cidadão do Reino Unido, um da Malásia, um de Cingapura e três sul-coreanos.

Ainda não está claro o que aconteceu com o avião, mas sua última comunicação da tripulação foi um pedido ao controle de tráfego aéreo para elevar a altitude da aeronave para evitar o mau tempo. Após receber permissão, o piloto não respondeu.

Uma operação de busca de três dias terminou na terça-feira, quando peças de aeronave, bagagens e os corpos que se acredita serem de passageiros foram encontrados no Karimata Strait, a sudoeste de Pangkalan Bun.

Bambang Soelistyo disse que uma sombra com o formato do avião havia sido avistada embaixo d’água.

Fotos de destroços e corpos foram exibidas na TV indonésia e vistas por parentes desesperados à espera de notícias no aeroporto internacional de Surabaya.

Eles ficaram visivelmente chocados e alguns desmaiaram.

As buscas estão sendo lideradas pela Indonésia, mas são um esforço multinacional. Cingapura enviou navios equipados com sensores para detectar sinais que possam ser emitidos pela caixa-preta do avião.

Malásia, Austrália e Tailândia também estão envolvidos, e um navio militar americano foi enviado para a região.

A AirAsia tinha um excelente histórico de segurança e não havia nenhum acidente fatal envolvendo suas aeronaves.

O chefe da companhia, Tony Fernandes, disse que estava “absolutamente arrasado” e que a prioridade era o bem-estar das famílias dos passageiros.

Jornal Midiamax