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Abraços, beijos e apertos de mão: cumprimentos foram da normalidade à repulsa na pandemia

Encontrar um conhecido ou amigo na rua era motivo de cumprimentos, fosse com um cordial aperto de mão, um abraço caloroso ou beijos

Carlos Yukio Publicado em 31/03/2021, às 09h02

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Abraços, beijos e apertos de mão: cumprimentos foram da normalidade à repulsa na pandemia

O ano era 2019. Só usavam máscaras aqueles que trabalhavam em serviços de saúde. As de pano caseira? Inexistentes, nem sequer pensadas. Encontrar um conhecido ou amigo na rua era motivo de cumprimentos, aconchego, fosse com um cordial aperto de mão, um abraço caloroso ou beijos na bochecha. Hoje, 2 anos depois e meio a uma pandemia viral, evitar o afeto se tornou uma das melhores maneiras de demonstrá-lo.

Diferente de outras culturas ao redor do mundo, nós brasileiros somos conhecidos por sermos dependentes, ou acostumados, com o contato físico. A pandemia do coronavírus fez com que grande parte dessas cordialidades fossem abolidas para evitar o contágio. Grande parte delas é praticamente impossível de ser realidade ao cumprir o distanciamento mínimo de 1,5m recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Separamos uma pequena lista curiosa com alguns gestos que não são mais politicamente corretos. Confira:

Abraços

Abraços, beijos e apertos de mão: cumprimentos foram da normalidade à repulsa na pandemia
(Reprodução, Ilustrativa)

O tradicional abraço faz parte dos ritmos corporais comunicam a necessidade de proximidade. Há três estágios do abraço: primeiro movimentos suaves, redondos, depois o corpo fica mais tenso. Por último vem uma batidinha nas costas ou no ombro, sinalizando o fim do abraço, como que dizendo “Chegou para mim, podemos nos largar”. Com pandemia, passou a ser desaconselhado por ser um dos cumprimentos que mais causa contato.

Realmente, o abraço é coisa do começo desse século e teve sua origem na Itália, conhecida pela familiaridade dos cidadãos e gestos extravagantes. Sim, quem inventou o abraço, desses de grudar o corpo, dar tapinhas nas costas, na barriga, na cintura, apertar mais uma vez, quem inventou isso foram os mafiosos italianos.

Beijos no rosto

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(Reprodução, Pixar)

Na Espanha, o comum é um beijo em cada bochecha; em partes do Afeganistão, o costume é beijar até oito vezes. Tudo isso mostra que o beijo na bochecha é mais arte do que ciência, ou seja, você nunca sabe o que esperar de cada lugar. No Brasil, o mais comum era um beijo, mas em várias partes dois são sinal de cordialidade máxima.

Um beijo rápido na bochecha, em francês “la bise”, é uma saudação padrão em grande parte do mundo. A palavra pode ter se originado dos romanos, que tinham termos diferentes para cada tipo de beijo e chamavam a versão educada de “basium”. Apesar disso, com a pandemia, tornou-se um ato praticamente impossível pelo uso das máscaras e também pela proximidade perigos entres as vias aéreas dos participantes desse cumprimento que parece inofensivo.

Aperto de mão

Abraços, beijos e apertos de mão: cumprimentos foram da normalidade à repulsa na pandemia
(Reprodução, Ilustrativa)

Sabem aquele velho hábito de cumprimentar os amigos com aperto de mãos em um encontro? Ou, após uma reunião de negócios? Esse ato tão comum e corriqueiro, pode ficar definitivamente no passado quando acabar a pandemia do novo coronavírus. Desde o início da doença, a recomendação dos especialistas é de evitar o cumprimento, por conta do risco de contaminação pela doença.

O aperto de mão, segundo os historiadores, é considerado uma das saudações mais antigas da humanidade e, inicialmente, surgiu para mostrar que as pessoas não estavam armadas. Assim, era entendido como uma mensagem de paz.

Soluções possíveis de saudações à distância

Os beijos, abraços e os apertos de mão não são as únicas formas de saudar o próximo. As outras culturas mostram-nos como os cumprimentos podem ser algo íntimo sem haver uma aproximação. A palavra “Namastê” é um cumprimento e saudação típico do sul da Ásia e em simultâneo faz-se uma vénia com a cabeça e as palmas das mãos estão unidas, com os dedos para cima.

De uma forma mais simples, pode apenas fazer uma vénia, como se faz na Tailândia ou na Indonésia. Apesar de para a nossa cultura ter um significado mais formal, em muitos países esta prática é recorrente e serve para qualquer tipo de cumprimento e agradecimento (ou até pedido de perdão).

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(Reprodução, Caçadores de Lendas)

Com as novas medidas de proteção e com o uso obrigatório das máscaras, os sorrisos já não são tão notórios cumprimentos, mas os olhos ainda ficam à mostra. Assim podemos utilizar o costume das Ilhas Marshall, onde levantar as sobrancelhas é uma forma de cumprimentar os outros e também de dizer sim.

Sabe aquele gesto muito comum nos mais jovens, que até associamos aos surfistas, de estender o polegar e o dedo mindinho enquanto enrola os outros dedos em direção à palma da mão? Este gesto chama-se Shaka e é um cumprimento havaiano que se foi espalhando pelo mundo. Este cumprimento tem uma simbologia mais descontraída e pode ter vários significados perante cada contexto.


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