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Sem a chuva prometida, manifestantes recorrem ao tereré para manter hidratação

Quem veio do interior para se juntar na manifestação pela educação em frente à Governadoria, no Parque dos Poderes, se surpreendeu com o calorão de 34°C em Campo Grande. A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) era de chuvas isoladas, mas os profissionais da educação enfrentaram sol quente e a única alternativa foi levar […]

Mylena Rocha Publicado em 03/10/2019, às 12h30 - Atualizado às 17h08

Tereré garantiu hidratação para manifestantes que fizeram protesto no Parque dos Poderes por três horas. (Foto: Marcos Ermínio)
Tereré garantiu hidratação para manifestantes que fizeram protesto no Parque dos Poderes por três horas. (Foto: Marcos Ermínio) - Tereré garantiu hidratação para manifestantes que fizeram protesto no Parque dos Poderes por três horas. (Foto: Marcos Ermínio)

Quem veio do interior para se juntar na manifestação pela educação em frente à Governadoria, no Parque dos Poderes, se surpreendeu com o calorão de 34°C em Campo Grande. A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) era de chuvas isoladas, mas os profissionais da educação enfrentaram sol quente e a única alternativa foi levar as garrafas térmicas para se refrescar e garantir o tradicional tereré.

Além das garrafinhas d’água e o tereré, até mesmo a Fetems (Federação dos
Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) se mobilizou para fornecer hidratação para os manifestantes. A manifestação dos professores e administrativos de educação durou quase três horas, com muito calor envolvido, gritos de protesto e uma caminhada da Governadoria até a SED (Secretaria de Estado de Educação).

A professora Thereza Cristina Pedro veio de Coxim, a 253 km da Capital, para participar da greve. Ela conta que, por causa da previsão do tempo, esperava chuva e até veio preparada para isso. “Nós até trouxemos guarda-chuvas, não estávamos preparadas para este calor. Ainda bem que mesmo assim trouxemos água para hidratar e continuar lutando pela educação mesmo com o calor”, comenta a professora.

A professora Cleysla Jara veio de Caarapó, a 273 km de Campo Grande, ainda durante a madrugada e conta chegou preparada com garrafas térmicas para fazer o tereré durante a manifestação.

“Trouxemos nossas garrafas, mas a Fetems trouxe água para nós também. Mesmo com o calor, continuamos 3 horas debaixo deste sol. O que nos manteve em pé, muito mais do que a hidratação, foi a revolta. Quero ver se alguém tiver com conta para pagar e um salário sem reajuste, vamos ver se [esta pessoa] também não fica o dia inteiro protestando aqui”, disse a manifestante.

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