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Tirar muita selfie é sinônimo de falta de sexo, diz pesquisadora

Fotos seriam "grito de socorro"

Joaquim Padilha Publicado em 31/12/2016, às 20h59

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Fotos seriam "grito de socorro"

Como anda sua vida sexual? E quantas selfies você tira por dia? Avalie bem a relação entre as duas respostas, pois de acordo com um estudo de uma pesquisadora da Holanda, o excesso de selfies que você tira pode estar diretamente relacionado à falta de sexo.

A conclusão é da doutora em psicologia Christyntje Van Galagher, da Universidade de Wagneningen. Crhistyntje avaliou se a elevada exposição pessoal dos usuários do instagram poderia ter alguma coisa a ver com um alto elevado nível de carência sexual.

De acordo com sua pesquisa, que em tradução livre para o português poderia significar “Fotografando a carência e a solidão”, selfies são na verdade um “grito de socorro de pessoas oprimidas pelo abandono”, e os viciados na prática do auto-retrato fotográfico estariam numa fuga digital da realidade.

“Os viciados em selfies avaliam seu nível de bem-estar baseados nos likes que a imagem que construíram de si mesmo recebem. Usam filtros e tecnologias de manipulação de imagem para venderem uma imagem aos fãs. No entanto, a vida real é sem photoshop”, diz a pesquisadora.

Para o estudo, foram entrevistadas 800 pessoas que costumavam tirar selfies. Segundo a pesquisa de Van Galagher, o número de selfies mensais tiradas por 83% dos seus entrevistados, que se diziam insatisfeitos com sua vida sexual, era de em média 45 selfies. Já o número de vezes que tinham relações sexuais no mesmo período era de 2 vezes em média.

Para a pesquisadora, a diferença da média entre relações sexuais e selfies é contrastante. “O tempo que eles correm o dedo na telinha do iPhone deveria ser usado de forma mais criativa e erótica para não dependerem do julgamento dos seguidores para se sentirem realizados”, diz Van Galagher.

(sob supervisão de Jessica Benitez)

Jornal Midiamax