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Documentário sobre os Kadiwéus estreia nesta quarta-feira em Campo Grande

A exibição será no MIS (Museu da Imagem e do Som) às 19 horas 

Mikaele Teodoro Publicado em 11/08/2015, às 12h56

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A exibição será no MIS (Museu da Imagem e do Som) às 19 horas 

Filmado em terras indígenas Sul-Mato-Grossenses “A  nação que não esperou por Deus” dos cineastas Lucia Murat e Rodrigo Hinrichsen  estreia em Campo Grande nesta quarta-feira (12). A exibição será no MIS (Museu da Imagem e do Som) às 19 horas nos dias também na quinta (13) e na sexta-feira (14). A exibição da produção é uma realização da Vitrine Filmes e do CineClube Cinema de Horror e tem entrada franca.

Lucia Murat esteve na tribo indígena Kadiwéu em 1999 para gravar outro filme. Além da imagens captadas para o longa, surgiu a ideia de gravar o documentário. Nesses quase 16 anos, a luz elétrica, a televisão e as igrejas evangélicas chegaram ao local, além da luta de terra dos índios contra os pecuaristas. A intenção foi analisar os diferentes caminhos da tribo perante aos acontecimentos e mostra ainda o impacto da chegada da eletricidade na região em paralelo aos impasses decorrentes de conflitos com pecuaristas, que invadiram parte de uma reserva.

Para a produtora, diretora e roteirista, Lucia Murat o filme foi feito em três momentos diferentes ao longo de 16 anos e mostra todo um contexto que envolve índios e brancos, “as reuniões que filmamos entre os Kadiwéus e os pecuaristas sobre a questão das terras e que estão apresentadas no documentário são reveladoras não somente da situação atual, mas dos preconceitos que se acumularam na história da conquista. Com isso, podemos acompanhar a história da tribo durante um período de grande transformação, quando o contato com a sociedade branca se intensifica”, destaca Murat

Lucia Murat fez vários filmes, sendo o primeiro, um longa-metragem, Que bom Te Ver Viva (1988), que estreou internacionalmente no Festival de Toronto. Na sequência a cineasta fez muitos outros como Doces Poderes (1996), Quase Dois Irmãos, que lhe rendeu inúmeros prêmios, entre eles os de melhor direção e melhor filme latino Americano pela Fipresci no Festival do Rio 2004. Também gravou o documentário em 2005, O Olhar Estrangeiro,  e em  2007, Maré, Nossa História de Amor, uma coprodução Brasil-França e  A Memória Que Me Contam, uma coprodução Brasil-Chile-Argentina, eleito melhor filme do Festival Internacional de Moscou de 2013.

Já Rodrigo Hinrichsen atua como diretor, roteirista e produtor, tendo sido premiado com o documentário “Quebrando Tudo”, e com o curta-metragem de ficção “Noite de Domingo”. Foi diretor assistente da ficção “Infância”, de Domingos Oliveira. No momento dirige os documentários “A História Natural do Enigma” e “Só por Hoje” e prepara o seu primeiro longa de ficção, “Da Janela Vejo Copacabana”. Na televisão dirigiu programas para o National Geographic, History Channel, Discovery, GNT, Canal Futura e TV Brasil. O MIS fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559.

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