A curiosidade dos moradores ficou aflorada após andamento das obras do Reviva Centro em Campo Grande. Isso porque um espaço na Rua 14 de Julho no cruzamento da Avenida Afonso Pena ficou sem recapear e muitos especularam a ida do relógio da Calógeras para o ponto.

“Lembro que há muitos anos atrás o relógio era aqui. Será que vão colocar aqui de novo?”, questionou uma moradora. E não é para menos, pois originalmente o relógio que, atualmente está na Avenida Calógeras com a Afonso Pena, foi construído na 14 de Julho pelo português Manuel Secco Tomé em 1930.
No entanto, a prefeitura tratou logo de esclarecer as suposições: haverá, sim, um relógio na 14, mas apenas uma réplica da torre do relógio. “O monumento em menção ao relógio será instalado no cruzamento da Rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena”, disse.
A representação do relógio será colocada com a aproximação do final da obra, prevista para terminar em março de 2020, conforme o cronograma. Antes do início das obras, o Reviva Centro divulgou imagens da previsão do projeto e, no ponto onde será instalado a réplica do relógio, já aparecia o monumento.
Réplica da réplica
A obra de Secco Thomé, o famoso Relógio da 14 de Julho, foi construído pela empresa do português na década de 1930 e instalado no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua 14 de Julho.
Na década de 1970, o monumento foi demolido e ganhou a réplica, em 1999, que atualmente ocupa o canteiro na avenida Calógeras com a Afonso Pena. A demolição do relógio original aconteceu devido ao aumento no fluxo de veículos no trânsito na área central. De acordo com o Jornal da Cidade (2000): “no dia 07 de agosto de 1970, o relógio foi demolido em favor do progresso”.
Em agosto de 2018 o relógio foi revitalizado e foi inaugurado no dia 21 pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), que organizou o processo de revitalização do monumento, que inclusive, é visto como um dos cartões postais da cidade.
O Relógio passou a ser chamado de Dr. Renato Barbosa de Rezende, após o projeto de lei dos vereadores João César Mattogrosso (PSDB), Otávio Trad (PTB), Prof. João Rocha (PSDB) e William Maksoud (PMN), ser aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande.