Qual o primeiro pensamento que vem a sua cabeça quando pensa em museu: Masp, em São Paulo? Louvre, na França? Museu do Vaticano? Celebrados neste sábado (18) no mundo inteiro, museus são mais que espaços de lazer e de absorver cultura: eles protegem a história e ensinam, com suas relíquias, o que fazer para o passado não se repetir.

Esse papel transformador, contudo, não está restrito aos museus mais famosos – como os citados, que guardam obras do Modernismo Brasileiro, a Monalisa e um dos maiores acervos de arte sacra cristã, respectivamente.

Em Mato Grosso do Sul, os museus têm igual importância não só na proteção à memória, como às obras que ajudam a recontar a história. São dezenas deles, que comemoram hoje o Dia Internacional dos Museus. O Jornal Midiamax selecionou alguns que você não pode deixar de conhecer. Confira!

Campo Grande

O Museu da Imagem e do Som tem por finalidade preservar os registros que compõem a memória visual e sonora sul-mato-grossense. Com um acervo de mais de 8 mil itens, o museu contém fotografias, filmes, vídeos, cartazes, discos de vinil, objetos e registros sonoros. O MIS abre para visitações de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Está no 2º andar do edifício Memorial da Cultura e Cidadania Apolônio de Carvalho, que fica na Avenida Fernando Correa da Costa, 559.

Museu da Imagem e do Som (Divulgação, Governo de MS)

Localizado no Parque das Nações Indígenas, próximo à entrada do Bioparque, o Museu das Culturas Dom Bosco conta com duas exposições, atualmente. A mais antiga delas trata da evolução da vida, com uma imensa coleção de invertebrados, fósseis e taxidermia. A segunda conta a história dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul. O funcionamento do museu é de terça a sexta-feira, das 8h às 16h30. Saiba mais sobre ele clicando AQUI.

Também localizado no Parque das Nações Indígenas, o Marco dispõe de cinco salas de exposição, sendo uma com mostra permanente de obras de seu acervo e quatro para as mostras temporárias que compõem sua programação anual. O museu conta com 1.600 obras em diversas modalidades artísticas, incluindo um conjunto significativo de obras que registram o percurso das artes plásticas em Mato Grosso do Sul, ao longo das décadas. O Marco abre para visitações de terça a sexta-feira, das 8h às 18h. Entretanto, atualmente o museu encontra-se fechado para manutenção.

Museu do Marco (Divulgação, FCMS)

O acervo do Museu de Arqueologia da UFMS apresenta os resultados das pesquisas arqueológicas desenvolvidas em Mato Grosso do Sul nos últimos 27 anos. O material exposto comprova os diferentes grupos humanos que povoaram a área no passado arqueológico, desde os caçadores-coletores de cerca de 12,4 mil anos atrás (no final da era glacial), passando pelos que produziram a arte rupestre (há 8 mil anos atrás), até aqueles que habitaram as margens fluviais, há aproximadamente 3 mil anos. Além disso, o museu expõe em seu acervo materiais dos indígenas agricultores ceramistas, que viveram na região há cerca de 1,5 mil anos. Está localizado na Cidade Universitária da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Saiba mais sobre ele clicando AQUI.

Museu de Arqueologia da UFMS. (Divulgação, UFMS)

O Museu Casa, nada mais é do que a residência onde o poeta Manoel de Barros viveu com sua esposa Stella e família. No local, é possível conhecer a extensa biblioteca da casa e o escritório do poeta. Na residência, várias relíquias podem ser encontradas, como máquina de escrever e uma caderneta com um poema não publicado. O Museu Casa fica localizado na Rua Piratininga, 363, Jardim dos Estados. Saiba mais sobre ele clicando AQUI.

Casa-Quintal Manoel de Barros. (Reprodução, redes sociais)

Localizado na Aldeia Indígena Urbana Marçal de Souza, o Memorial destina-se à exposição e comercialização de artesanato da cultura indígena. No local também são realizadas oficinas de artesanato. O Memorial é aberto para visitações, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Ele fica localizado na Rua Terena, loteamento Marçal de Souza.

Memorial da Cultura Indígena. (Divulgação, PMCG)

Localizado na Esplanada Ferroviária (Avenida Calógeras, na região da Feira Central), e aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, o Museu Ferroviário de Campo Grande está aberto para visitação. O espaço tem recebido a visita de estudantes de escolas, mas está disponível para quem quer conhecer a história da ferrovia de Campo Grande. Por lá é possível conhecer realmente a história, ver as fotos de antigamente, itens originais dos vagões, vestuário dos funcionários e, claro, tomar um café e ouvir histórias de quem vivenciou a época. Saiba mais sobre o museu clicando AQUI.

Corumbá

O museu conta a história da ocupação humana do Pantanal, com acervo que remonta a arqueologia da região. Atualmente, o museu só oferece o acervo fixo, com as exposições: Dez Pantanais (flora, fauna, clima, relevo e entre outros), Ocupação Humana no Pantanal, Povos Indígenas, Conquista Espanhola, Missões Jesuíticas, Dominação Portuguesa, A Grande Guerra no Sul de Mato Grosso, Trem do Pantanal e Porto de Corumbá. O Muhpan fica localizado na Rua Manoel Cavassa, 275, Centro. O horário de funcionamento do local é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Muhpan. (Divulgação, Prefeitura de Corumbá)

Dourados

O Museu Histórico e Cultural de Dourados foi criado em 1977, com a finalidade de promover a preservação e a valorização do patrimônio histórico do município. O acervo do museu conta, atualmente, com aproximadamente 5 mil peças catalogadas. O museu funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30. Ele fica localizado na Avenida Marcelino Pires, 14474, Vila Maxwell.

Ponta Porã

  • Museu da Erva Mate

Localizado em Ponta Porã, o Museu da Erva Mate possui em seu acervo réplicas de instrumentos utilizados no início da industrialização da erva mate. Além disso, fotografias, vídeos, materiais impressos e documentos remontam a história da erva mate no estado de Mato Grosso do Sul. O museu fica localizado na Rua São Jorge Roberto Salomão, 83, Vila Militar.

Museu da Erva Mate. (Reprodução, Trip Advisor)

Bonito

Espaço de resgate da cultura local de Bonito e Serra da Bodoquena, a Casa da Memória Raída conta com um acervo cultural dos povos indígenas e pioneiros do antigo Rincão Bonito, que formou o município. Além disso, possui acervo fotográfico da história, peças antigas e biblioteca com variedade grande de livros para consulta local.

Casa da Memória Raída. (Divulgação, Prefeitura Municipal de Bonito)

Mundo Novo

  • Museu Tapuy Porã

O museu guarda documentos históricos e peças antigas que demonstram o modo de vida da população de Mundo Novo, em tempos remotos. Além disso, possui um acervo histórico, político e geográfico que remete à colonização do município. O Museu Tapuy Porã fica localizado na Avenida Campo Grande, 2089.

Museu Tapuy Porã. (Reprodução, Trip Advisor)