Dois de novembro, , é a principal data em que familiares se reúnem para visitar e lembrar de seus entes queridos que já partiram. Essas reuniões de família na data alusiva aos que não estão mais entre nós podem, no entanto, trazer à tona situações aterrorizantes para aqueles que estão vivendo o luto.

Isso porque, ao falar de pessoas amadas que já se foram, é comum haver julgamentos e apontamentos gerais de familiares entre si – atitudes que causam mal-estar e acabam potencializando a dor de quem já está sofrendo com o sentimento da perda.

Portanto, em qualquer dia que seja, é importante não provocar situações que invalidam o luto alheio, especialmente na data feita para lembrar com carinho dos entes falecidos, 2 de novembro.

Situações aterrorizantes

Especialista em luto, a psicóloga Isadora Mattos elenca algumas situações que podem ser desesperadoras nessas ocasiões:

  • Aquelas em que pessoas espreitam (por apenas curiosidade) e julgamento;
  • Aquelas em que pessoas pensam ter bola de cristal e a certeza e como você deve se sentir;
  • Aquelas em que te aterrorizam pelo tempo em que você está de luto.

Conforme a psicóloga, toda pessoa que vive um luto passa por situações que invalidam a experiência, seja comentários diretos sobre como deveria estar vivendo, ou se sentindo; seja olhares e comentários que chegam até você de outras formas, mascarados de uma boa intenção.

Além dessas situações, Isadora também pontua que existem as dificuldades ao lidar com uma perda recente:

  • Questões burocráticas intermináveis (principalmente se você precisa lidar com isso sozinho);
  • Pressão externa para lidar com os pertences, quando você ainda não tem condições;
  • Retorno a uma vida “normal” quando você nem mesmo se reconhece mais.

O que fazer?

De acordo com a psicóloga, todas essas são situações aterrorizantes, que colocam os enlutados em estado de ansiedade para além do que a situação já pede.

“Se você está em luto e vive essas situações, sinto muito. Você não deveria ter mais esse acúmulo de coisas enquanto sente tanta dor. Pausar, respeitar, colocar uma coisa por vez em ordem e pedir ajuda é essencial”, orienta a profissional.

Para os que acabam cometendo as atitudes aterrorizantes, Isadora também tem uma orientação. “Agora, se você está do outro lado: da pessoa que apressa, que julga e que diz fazer isso por uma boa intenção, eu também sinto muito por você. Esses comportamentos evidenciam sua dificuldade em ser suporte e apoio em um momento tão delicado que é a perda. E você também pode buscar ajuda para essa dificuldade”, diz a psicóloga.

Dia de Finados

Em relação à data de , Isadora ressalta que podem existir dúvidas. “De como viver esse dia, o que fazer… Pode existir pressão de outras pessoas sobre direcionar, dizer o que é certo e errado nesse dia”, avisa ela, abrindo espaço em suas redes sociais para quem quiser compartilhar mais da experiência do luto.

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