“Porque é igual eu falo. A dele, quer ver ele, vai lá e vê ele. A gente não. A gente, se quiser ver, vai ter que ir lá no cemitério. A gente não tem mais… só lembranças”. O relato já começa chocante e demonstra a monstruosidade dos crimes, que fizeram Dyonathan Celestrino ficar conhecido como o “Maníaco da Cruz”. Quinze anos depois, o assassino em série permanece interditado judicialmente e estudantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) relembram agora o caso em um .

Na época, a polícia de , na região sul do Estado, iniciou uma investigação intrigante ao perceber que os corpos das vítimas eram deixadas na posição de Cristo crucificado. Pouco tempo depois, Dyonathan, com 16 anos na ocasião, assumiu os crimes. O serial killer passou por testes e logo já disseram que ele tinha “alto grau de periculosidade”.

Em pouco tempo, a notícia se espalhou pelo Brasil e chocou muita gente. Neste ano de 2023, cursando o 7º semestre de audiovisual, Isabelle Silva, de 20 anos, fala que o assunto foi colocado em pauta, principalmente no momento em que tiveram a incumbência de produzir um documentário criminal. Foi quando ela e os colegas Caio Gomes, Mileny Miyashiro e Keilayne Almeida passaram a pesquisar sobre o assunto e se disseram abismados.

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“Este crime era algo que estava na minha memória como algo muito vago, uma história inventada, e eu lembro de perguntar aos meus amigos, que também integram o grupo. Todos responderam que tiveram essa sensação e aí fomos pesquisar sobre isso. E quanto mais a gente via e assistia notícias, mais triste a gente ficava”, relembrou Isabelle ao MidiaMAIS.

Dyonathan permanece no IPCG por tempo indeterminado. Foto: Midiamax/Arquivo – (Arquivo)

Desta forma, o grupo passou a mergulhar no caso e encontrou os entrevistados, entre eles D. Vilma, que relatou um pouco a dor da perda da filha. “Eu lembro de ter ouvido uma vez, uma frase que falava: ‘Quem perde os pais, vira órfão, quem perde o cônjuge, vira viúvo, mas, não há palavras para descrever um pai que perde o filho’. Nunca esqueci isso. Depois, ela virou a nossa entrevistada”, argumentou.

De acordo com Isabelle, na época dos fatos, ela e os amigos tinham sete anos de idade. Atualmente, todos cursam audiovisual. “Nós temos o depoimento da delegada responsável pelo inquérito na época, do juiz, um dos jornalistas que fez a cobertura e bastante material de arquivo. São ao todo cinco episódios e ainda estamos na produção, organizando todo o material gravado e muito mais”, finalizou.

Veja um trecho do documentário ‘Crimes da Cruz’:

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