O grupo Brô Mc’s é pioneiro na representatividade dos povos originários na Cultura Hip Hop, com letras marcantes, cantadas em idioma guarani e português, amplificado a batidas de boom bap e musicalidade ancestral, o Rap Indígena, é como uma flecha potente que atinge e toca todos os públicos. Temas de grande impacto social são fontes de inspiração para o grupo, e abrangem questões de suma importância, como a demarcação de terras, a resistência da cultura indígena e a esperança de um mundo mais justo.

Somando 13 anos de trajetória, o Brô Mc’s tem na bagagem apresentações que vão desde Assembleias de Comunidades Indígenas, a programas de TV como Multishow (2020) e Xuxa (2012) e Encontro com Fátima Bernardes (2022), apresentação na ATL (Bsb DF 2022), eventos de posse presidencial. Consta também parcerias com artistas nacionais, lançamento de novo álbum com Alok, músicas com artistas regionais (Marina Peralta – música Demarcação – 2022), participações em longa-metragem, shows em escolas, universidades, festivais nacionais, turnê na Europa, e agora, o alcance da voz e o poder da fala repercutirá no palco do maior festival de música do mundo, em parceria com o músico Xamã, o Rock in Rio.

Brô Mc’s no ‘Encontro’, com Fátima Bernardes (foto: acervo pessoal)

Com essa onda crescente de oportunidades, novas portas e janelas se abrem para exaltar sua cultura, raízes e história. Com louvor, o grupo acaba de emplacar uma música na trilha sonora da novela ‘Pantanal’. A música “Jaraha” foi remixada e produzida pelo top DJ Alok, os levando para o grande público do jeito que eles merecem.

“Estar na trilha da novela é de grande importância para nós. Não tem nenhum elenco indígena lá, tendo a música do Brô na novela garante a representatividade que levamos. É uma novela que foi de grande sucesso na versão anterior e isso aconteceu aqui no nosso estado. Hoje nossa música tá lá na trilha sonora fortalece mais sobre a lingua indígena e nós como artistas”, conta Kelvin Peixoto, integrante do Brô Mc’s.

Com a atriz Letícia Sabatella no ATL (Acampamento Terra Livre) em Brasília esse ano – foto: Marcella Arruda

Força e Representatividade

Por se tratar de um movimento (hip hop) vindo das periferias e carregado de responsabilidade transformadora, a música rap se torna a ferramenta artística para o grupo expressar a realidade da sua comunidade. Realidade essa, evitada e silenciada há séculos.

Formado por Kelvin Mbaretê, Bruno Veron, Clemersom Batista e Charlie Peixoto, artistas de etnia Guarani Kaiowá, das aldeias Jaguapiru e Bororó, localizadas em Dourados – MS, o grupo carrega a identidade e a força da comunidade indígena, mostrando o cotidiano vivido por seu povo em suas músicas.

O Brô Mc’s reúne “NHE’E” – a força da fala, e a voz que não cala, demonstrando o Rap Indígena atemporal – tão real, quanto ancestral, pois ‘a voz Indígena é a voz de agora, e o rap mostra o que é verdade’, assim, o quarteto revela, na profundidade dos versos, os anseios, medos e sonhos da juventude indígena, levantando a reflexão sobre a realidade das aldeias proporcionando momentos únicos em todas as performances. Além disso, novas experiencias musicais ampliam as possibilidades de afirmar o modo de ser novo, sem abandonar as raízes. Afinal a música não tem limites, e o Indígena carrega a arte dentro de si!

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