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No Dia da Língua Portuguesa, professor de MS revela quais são os erros ‘assassinos do idioma’

Porquês, regência, uso indevido do ‘mim’ e mais. Veja quais sãos piores erros encontrados pelo educador

Nathália Rabelo Publicado em 05/05/2021, às 14h04

Muitas pessoas erram o básico da língua portuguesa
Muitas pessoas erram o básico da língua portuguesa - Foto: Reprodução/Pinterest

O Dia Mundial da Língua Portuguesa é celebrado nesta quarta-feira (5). A data é comemorada desde 2020 em nível global, após uma resolução da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que reconheceu o valor internacional da língua. 

Mesmo sendo o idioma oficial de nove países, falado por mais de 285 milhões de pessoas em quatro continentes, muitos brasileiros ainda têm dificuldade com as normas corretas da língua portuguesa. Por isso, convidamos o professor Mauro Rocha Mathias, de Português e Literatura em Campo Grande, para revelar quais são os piores erros “assassinos da língua”.

“Tudo bem que existem algumas situações que não exigem tanto o uso da linguagem pragmática, mas falar bem (e escrever) a língua que se fala é o mínimo que se espera de quem foi alfabetizado para tanto. Há diversos erros e desvios que me incomodam bastante”, diz o educador. Por isso, ele fez uma lista dos piores erros de português – e as melhores pérolas – que encontra nas redações e posts da Internet:

  • Derrepente ao invés de "de repente";
  • Concerteza ao invés de "com certeza";
  • Adevogado;
  • Tistimunha;
  • Resolvel (resolveu);
  • Seje, esteje, pobrema, resistro;
  • Eu quero que você mim espere.

O professor ainda diz que tem uma ‘síncope’ quando escrevem ou falam o pronome mim antes do verbo. Desde criança ele aprendeu que “mim” é objeto indireto, mas as pessoas insistem em usá-lo como sujeito. “É difícil para eu entender por que confundem tanto”.

Questões de regências entram nessa lista. Na sala de aula, inclusive, o professor só autoriza o aluno a ir ao banheiro se ele pedir utilizando a regência correta. “Sem chance aos que querem ir NO banheiro”, avisa. Outra "briga" é quanto ao uso dos porquês (Por que, Porque, Por quê, Porquê). Uma regra básica, mas que as pessoas confundem muito.

Mauro Rocha Mathias revela que sempre corrige as pessoas mentalmente e, quando tem intimidade com elas, busca ensiná-las para que não cometam o erro gramatical novamente. Para ele, ter hábito de leitura e aprender palavras novas regularmente são fundamentais.

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