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Memorial da Cultura recebe cores em homenagem ao mês da mulher negra

Hoje é o último dia para apreciar a nova decoração no local

Nathália Rabelo Publicado em 28/07/2021, às 17h37

Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, em Campo Grande
Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, em Campo Grande - Foto: Divulgação

O prédio do Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, em Campo Grande, recebeu iluminação especial com as cores preta, amarela, verde, azul e vermelha, que compõem a bandeira africada. A nova decoração está ativa desde a segunda-feira (26) e segue até hoje (28) em homenagem à Campanha Julho das Pretas e o Dia Estadual das Mulheres Negras.

O vermelho representa o sangue da luta do povo negro, o verde as matas, o azul o céu, o amarelo o ouro/riquezas e a preta a cor da pele. Neste contexto, a iluminação do prédio vem carregada de simbolismo e, em especial, respeito.

O Governo de Mato Grosso do Sul instituiu o Dia Estadual das Mulheres Negras, por meio da lei nº 5.254, de 17 de setembro de 2018 e, desde então, a Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial (SubsRacial) promove a Campanha Julho das Pretas. A agenda deste ano precisou ser adaptada por conta da pandemia de coronavírus e boa parte da programação contempla lives, além de seminário e rodas de conversa.

O Julho das Pretas é uma estratégia para a ampliação e efetivação dos direitos, que coloca em evidência o debate estrutural de gênero, raça/etnia e classe e ecoa as vozes das mulheres negras em todo o Brasil.

Na quinta-feira (29), 15h, acontece uma roda de conversa, com transmissão ao vivo pelo facebook do Governo do Estado, para apresentação das ações realizadas em julho. Evento vai contar com a presença de convidados que debaterão sobre várias temáticas que envolvem as mulheres negras como violência doméstica, atendimento à saúde, empreendedorismo.

Como hoje é o último dia de exibição das cores no prédio do Memorial, vale a pena conferir a decoração ao passar pelo local no período da noite.

Mulheres Negras

Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi no último domingo, 25 de julho. A data vai muito além de uma simples homenagem no calendário, pois é um dia em que as mulheres negras, indígenas e de comunidades tradicionais refletem e fortalecem as organizações voltadas às mulheres negras em diversas lutas. Mais do que isso, é um momento que reforça o feminismo e a igualdade sociorracial para que esses assuntos não fiquem restritos somente ao 25 de julho, mas sim permeiem diariamente nas discussões da sociedade.

A data nasceu em 1992, durante um encontro de mulheres negras em Santo Domingos, na República Dominicana. Elas apresentaram discussões sobre os vários problemas que sofriam e foi a partir disso que a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas foi criada, lutando junto à ONU para o reconhecimento do dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. A data também é uma homenagem à líder quilombola Tereza de Benguela, símbolo de resistência do povo preto no Brasil. Falaremos mais sobre ela mais tarde.

Vítimas de racismo, sexismo, opressão e tantas outras violências que ultrapassam a barreira física, a mulher negra é, ainda hoje, a principal vítima de feminicídio, das violências domésticas, obstétricas e mortalidade materna. Além disso, elas ocupam, em sua maioria, as periferias brasileiras. Vozes que foram caladas por gerações, mas que sempre gritaram por igualdade.

Por isso, no último fim de semana, o Midiamax conversou com três mulheres negras que são empoderadas, militantes, representantes e inspirações para a sociedade na resistência à opressão de gênero e cor. Para conferir a matéria completa e saber detalhes sobre as histórias de Bartolina Ramalho Catanante, Romilda Neto Pizani, Silvia do Carmo Assis Constantino, basta clicar no link.

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