Carnaval de 2022 está dando o que falar

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de antigamente (Foto: Roberto Higa)

Cidadão sambista

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“O samba do MS é resistência pura, pois o samba aqui não tem muito espaço devido a maior preferência do público que é o Sertanejo. Mas a gente vai conquistando nosso espaço e crescendo com muito profissionalismo, qualidade e a alegria de fazer o velho e bom samba. A nossa base está vindo forte”, diz.

Natural do Rio de Janeiro, ele trouxe o samba carioca para Campo Grande com a Banda Chamego, dos militares da aeronáutica, onde serviu por oito anos.

Afetados pela pandemia de Covid-19, ambos os sambistas estão engajados na realização de projetos musicais com a retomada de e eventos. Chokito, por exemplo, investe em clipes para suas músicas, enquanto Gideão retoma a agenda de shows.

Questionamos sobre as referências do samba em MS, os músicos destacam  Toniquinho da Viola, Grupo Samba São 5, Grupo Realce, Grupo Sampri, Grupo Mistura de Raça, Juci Ibanez e vários outros artistas. A última, por sinal, é amplamente conhecida na região por levar a figura feminina ao samba de Mato Grosso do Sul.

Mulher no samba  

Juci Ibanez tem 59 anos e, desse total, 45 foram dedicados à música. De acordo com a artista, o samba nasceu com ela e brotou junto com a luz. Grande nome do segmento, ela é pioneira em firmar a imagem feminina no samba de Mato Grosso do Sul.

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Juci Ibanez criou história das mulheres no samba de MS (Foto: Vaca Azul)

De acordo com a cantora, não existiam mulheres no samba raiz em 1994 no Estado. “Fui a primeira a enfrentar os preconceitos e diferenças, e de lá  pra cá as coisas apenas melhoraram. Existe ainda o preconceito, e nós mulheres, já  com nomes significativos na arte, enfrentamos e seguimos com nossa bandeira, mesmo sendo um mercado visivelmente voltado para o masculino. As barreiras são  enormes para o gênero e o estilo, mas o cenário feminino também é forte e persistente”, diz.

Em Mato Grosso do Sul, Juci é nomeada como Rainha e Madrinha do Samba. Na hora de citar artistas daqui que admira, ela escolhe mulheres de peso: Grupo Sampri, Simone Ávila, Maria Claudia, Marluci Brasil, Negabi, Kelly Lopes e outras vozes.

“O samba se mantém por força da fé, da luta e da brasilidade dele que, queira ou não, está nos poros do nosso povo”, finaliza a sambista.