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Pouca gente sabe, mas Campo Grande tem uma orquestra sinfônica há quase 50 anos

Oficialmente, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande foi instituída pela lei municipal nº. 4.403, de 30 de agosto de 2006, mas sua história vem muito antes disso. Em 16 de novembro de 1956, a Câmara Municipal decretou e o prefeito Marcílio de Oliveira Lima sancionou um auxílio anual de trinta mil cruzeiros destinado à […]

Arquivo Publicado em 12/04/2014, às 12h12

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Oficialmente, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande foi instituída pela lei municipal nº. 4.403, de 30 de agosto de 2006, mas sua história vem muito antes disso. Em 16 de novembro de 1956, a Câmara Municipal decretou e o prefeito Marcílio de Oliveira Lima sancionou um auxílio anual de trinta mil cruzeiros destinado à formação dos músicos. E assim surgiu o que seria hoje a Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande.

Desde aquela época, a orquestra vem realizando uma série de concertos em nossa cidade, e o sucesso não ficou por aqui, atravessou fronteiras, chegando a vários países da América Latina, em festivais internacionais na Bolívia, Paraguai, Argentina e Chile.

Além disso, muitos solistas brasileiros e estrangeiros dos EUA, Portugal, Itália, Coreia do Sul, Argentina, Suíça, Canadá, Paraguai, Bolívia e Uruguai, participaram de audições de obras orquestrais com a Sinfônica de Campo Grande.

Coordenador da Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande, Jardel Vinícius Tástare, de 28 anos, conta que ainda hoje, a sinfônica é a única orquestra de Mato Grosso do Sul, formada exclusivamente por músicos profissionais, o que lhe garante qualidade técnica.

Ele explica que há muitas outras orquestras existentes no Estado, mas nenhuma como a Sinfônica Municipal de Campo Grande. “Temos uma qualidade que nos garante poder apresentar obras complexas como Vivaldi, Beethoven, Vagner, Bach”, diz.

Inovadora, a atuação da Orquestra também tem sido de integração e valorização da música regional de Mato Grosso do Sul, com concertos que utilizam a viola caipira (ou viola brasileira) e a viola de cocho, bem como parcerias com importantes nomes da música popular de nosso Estado.

Tais incursões têm garantido elogios de grandes personalidades no meio artístico. Um deles foi o escritor paraibano Ariano Suassuna, que quando esteve na 23ª Noite da Poesia, em maio de 2010, não resistiu ao som da orquestra.

“Parabéns a Campo Grande por sua Orquestra Sinfônica, parabéns jovem maestro, estou muito surpreso e feliz em ser recepcionado por um concerto tão lindo e de tamanha importância para a cultura musical brasileira”, diz Suassuna.

Além disso, a orquestra mantém um programa de incentivo e aperfeiçoamento musical para jovens, com objetivo profissionalizante, absorvendo promissores talentos da cidade, por entender que deve fomentar de diversas maneiras o cenário musical de um Estado ainda tão jovem como Mato Grosso do Sul.

Assessor especial da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), Marcos Rocker, 40 anos, explica que além do caráter cultural, a instituição orquestra tem outros deveres na área educacional, promovendo parcerias com secretarias de educação proporcionando a estudantes do ensino regular o contato com a música, relacionando a cultura, história, desenvolvimento da humanidade e as peculiaridades que envolvem o mundo musical e a orquestra.

Para isso, salienta, projetos que ficaram parados no último ano, voltam em 2014 com tudo. Um deles é o de profissionalização, que objetiva criar um segundo degrau entre o aprendizado inicial da música – que são realizados em escolas de música, escolas de ensino regular, ONG’s, fundações, etc. – e a carreira de músico profissional, proporcionando aos estudantes que almejam esta carreira o acompanhamento por um músico profissional e interação com a rotina de uma orquestra.

Já o caráter social da orquestra, lembra, é marcado por suas apresentações gratuitas, concertos didáticos e populares em teatros, escolas e parques de Campo Grande.

Jornal Midiamax