O papa Francisco batizará neste domingo 32 crianças na capela Sistina na ocasião da celebração do batismo de Jesus e entre eles estará Giulia, uma menina de sete meses, filha de um casal italiano casado no civil.

Que os pais não sejam casados pela Igreja não foi um problema para o papa argentino que concordou em batizar a menina no dia 25 de setembro, quando eles mesmos pediram durante a audiência geral das quartas-feiras.

O pai, Ivan Scardia, e a mãe, Nicoletta Franco, são militares na cidade toscana de Grosseto (centro) e têm outra filha, Giorgia, de cinco anos.

Scardia explicou para a imprensa italiana que houve “um pequeno problema” no início quando foram enviados os documentos ao Vaticano e se soube que não era casado na Igreja, mas “que se resolveu” rapidamente.

A tradição de batizar crianças na capela Sistina para lembrar o batismo de Jesus foi iniciada por João Paulo II e geralmente são filhos de residentes ou funcionários da Cidade do Vaticano.

Estes serão os primeiros batismos do papa Francisco como pontífice, embora não seja a primeira vez que ele volta à Sistina após sua escolha, já que em 14 de março, oficiou lá uma missa com os outros cardeais que participaram do conclave.