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Jovens paraguaias viriam ao Brasil para se prostituir na Copa

A polícia do Paraguai deteve sete adolescentes paraguaias que eram conduzidas ao Brasil para serem exploradas como prostitutas durante a Copa do Mundo, informou nesta quinta-feira (12) a direção geral de Migrações (DGM). As jovens estavam em dois veículos que tentavam chegar ao Brasil pela Ponte da Amizade, situada na fronteiriça Ciudad del Este, explicou […]

Arquivo Publicado em 12/06/2014, às 22h31

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A polícia do Paraguai deteve sete adolescentes paraguaias que eram conduzidas ao Brasil para serem exploradas como prostitutas durante a Copa do Mundo, informou nesta quinta-feira (12) a direção geral de Migrações (DGM).

As jovens estavam em dois veículos que tentavam chegar ao Brasil pela Ponte da Amizade, situada na fronteiriça Ciudad del Este, explicou a DGM em comunicado.

Segundo a juíza antitráfico humano, Teresa Martínez, as sete jovens eram levadas “possivelmente para serem exploradas na prostituição durante a realização do Mundial”.

As autoridades paraguaias iniciaram um operacional especial no início do mês com objetivo de “prevenir, detectar e reprimir” ações relacionadas ao tráfico humano durante o Mundial.

A direção alertou que esse fluxo “aumenta consideravelmente quando há eventos que geram um grande movimento de pessoas provenientes de vários países, como, neste caso, a Copa do Mundo que será disputada no Brasil”.

Além dos funcionários que trabalham normalmente nos pontos de fronteira, as autoridades paraguaias, segundo a DGM, desdobraram outros 120 soldados policiais e 30 funcionários fiscais para permanecer em alerta “24 horas por dia durante o Mundial”.

Os soldados desse contingente foram encaminhados aos postos de controle de maior fluxo, aos aeroportos de Assunção e Ciudad del Este e aos principais terminais de ônibus, disse.

Na última terça-feira, os inspetores de Migrações também interceptaram um adolescente que tentava atravessar a fronteira rumo ao Brasil com os documentos de seu irmão, que tem mais de 18 anos, para trabalhar de forma ilegal em uma empresa de confecção.

Jornal Midiamax