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Em Cuba, Dilma agradece por Mais Médicos e diz que embargo é “injusto”

Ao inaugurar um porto em Cuba financiado pelo Brasil, a presidente Dilma Rousseff agradeceu nesta segunda-feira (27) aos cubanos pela participação no programa Mais Médicos. “Queria aproveitar para agradecer ao governo e ao povo de Cuba pelo enorme aporte ao sistema brasileiro de saúde por meio do programa Mais Médicos. [A presença dos cubanos] É […]

Arquivo Publicado em 27/01/2014, às 16h46

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Ao inaugurar um porto em Cuba financiado pelo Brasil, a presidente Dilma Rousseff agradeceu nesta segunda-feira (27) aos cubanos pela participação no programa Mais Médicos.

“Queria aproveitar para agradecer ao governo e ao povo de Cuba pelo enorme aporte ao sistema brasileiro de saúde por meio do programa Mais Médicos. [A presença dos cubanos] É amplamente aprovada pelo povo brasileiro”, afirmou Dilma em seu breve discurso.

Ao comentar as possibilidades comerciais entre os dois países, Dilma aproveitou para citar o programa que leva médicos, incluindo estrangeiros, para trabalhar nas periferias das grandes cidades e no interior do Brasil.

Na semana passada, o governo federal anunciou a vinda de mais 2.000 profissionais cubanos para se somarem aos 5.400 que já atuam no país (equivalente a cerca de 77% dos participantes).

No início do segundo semestre de 2013, a chegada dos cubanos enfrentou grande resistência pela classe médica brasileira, e diversos profissionais chegaram a ser hostilizados.

Ao lado do presidente cubano, Raúl Castro, Dilma participou da inauguração da primeira fase do porto de cubano de Mariel, construído pela empresa brasileira Odebrecht com financiamento de US$ 682 milhões (R$ 1,65 bilhão) do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) – a maior parte do custo total da obra, de US$ 957 milhões.

Também estiveram presentes diversos chefes de Estado da região, incluindo Nicolás Maduro (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia).

Dilma também criticou o embargo econômico a que a ilha é submetida pelos Estados Unidos. “Mesmo sob injusto embargo, Cuba gera um dos três maiores volumes de comércio do Caribe”, disse.

“O Brasil quer tornar-se parceiro econômico de primeira ordem para Cuba. Acreditamos que estimular essa parceira é aumentar o fluxo bilateral de comércio. São grandes as possibilidades de desenvolvimento industrial conjunto, no setor de saúde, e medicamentos, vacinas nos quais a tecnologia de ponta é dominada por Cuba”, acrescentou.

Ela anunciou ainda um crédito adicional de US$ 290 milhões (em torno de R$ 701 milhões) do BNDES para a zona econômica especial em que será transformado o porto de Mariel.

Jornal Midiamax