Equipes da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) e da 2ª DP (Delegacia de Polícia Civil) iniciam investigam em conjunto para capturar o homicida Gilberto Almeida Farias, conhecido como “Gil Estrela do Sul”, de 33 anos, que fugiu de uma das celas da unidade do Bairro Monte Castelo, região norte de Campo Grande, desde a madrugada do dia 6. Ele é suspeito de estar com o trio, envolvido na tentativa de latrocínio, roubo seguido de morte, no dia 26 de abril. 

“Temos algumas informações sobre o possível paradeiro dele e com auxílio de outra unidade policial poderemos recapturá-lo”, explica o titular da 2ª DP, Weber Luciano de Medeiros. 
PRISÃO 
Gilberto havia sido preso no dia 12 de abril por causa de um homicídio doloso, aquele que há intenção de matar, ele estava acompanhado de três amigos, sendo: Emerson Brites Martines, conhecido como “Paizinho”, Maycon Campo de Oliveira e o mesmo adolescente de 16 anos, que foi apreendido desta vez pelo crime no posto de combustíveis. 
Na ocasião, o bando se encontrou em uma praça do Bairro Estrela do Sul, região norte de Campo Grande, onde espancou e matou Jean Cesar Santos dos Santos. 
CASO 
O crime ocorreu no posto de combustíveis que fica na esquina das ruas Padre João Crippa com a Eduardo Santos Pereira, na área central de Campo Grande, e vitimou o vigia Nivaldo José da Silva, de 52 anos, que segue internado em coma na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa. 
De acordo com o delegado da Derf responsável pelo caso, Fabiano Nagata, o trio demonstrou que havia mais um comparsa. “Acreditamos que seja Gilberto que estava com os flagrados, mas ele ainda está foragido”, alega e completa, “nossas suspeitas são que ele esteja com a arma de fogo que foi usada o crime por Brenno”. 
O trio identificado pela delegacia especializada é Brenno Menezes Dias, de 23 anos, Clayton Pereira Arantes, de 35 anos, e um adolescente de 16 anos. A investigação chegou até a autoria por conta das imagens do circuito de segurança do posto de combustíveis que fica na esquina das ruas Padre João Crippa com a Eduardo Santos Pereira, na área central de Campo Grande. 
Brenno revelou que encontrou com Clayton e com adolescente em uma praça próxima da região, onde eles resolveram fazer um assalto. Após darem algumas voltas pela localidade, eles escolheram aleatoriamente o posto de combustíveis, onde decidiram cometer o roubo. 
O trio estava no veículo de Clayton, que parou no pátio do posto. Entretanto, os comparsas de Brenno negam esta versão, eles contam que, pararam no local porque Brenno queria comprar uma cerveja e que eles não tinham combinado assalto. 
Após o disparo contra o vigia, Brenno teria entrado no carro e alegado aos comparsas que se envolveu em briga no estabelecimento e no “susto” teve que atirar. Além disso, eles contam que são usuários de drogas. 
Com a prisão de Brenno em sua residência, ele delatou os demais, que também foram encontrados em casa. Já a arma usada no assalto não foi localizada. 
Brenno já tem passagem pela polícia por posse e porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, roubo, desacato e homicídio. Já Clayton há histórico de porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e lesão corporal. E o adolescente já foi responsabilizado por lesão corporal.