Depois de recomendação do MP, Prefeitura ‘arruma’ mais de 30 leitos para internação

Como solução paliativa para desafogar a Saúde Pública e atender à recomendação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, 38 novos leitos devem ser abertos nos hospitais de Campo Grande para amenizar a superlotação nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento Comunitário) Conforme a Sesau, a Saúde sofre com o déficit de 50 leitos de UTI (Unidade […]
| 21/08/2014
- 01:06
Depois de recomendação do MP, Prefeitura ‘arruma’ mais de 30 leitos para internação

Como solução paliativa para desafogar a Saúde Pública e atender à recomendação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, 38 novos leitos devem ser abertos nos hospitais de Campo Grande para amenizar a superlotação nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento Comunitário) Conforme a Sesau, a Saúde sofre com o déficit de 50 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 800 de hospital.

Na tarde desta quarta-feira (20), o chefe da Sesau (Secretaria Municipal de Campo Grande), Jamal Salem reuniu-se na Secretaria com a Promotora da Justiça da Saúde Pública da Capital, Filomena Aparecida Depólio Fluminham, e representantes da Santa Casa, Hospital Regional, Hospital Universitário, Secretaria de Estado de Saúde e Hospital de Câncer a fim de solucionar a falta de leitos para internação.

O secretario disse ainda que nos próximos 10 dias devem ser disponibilizados na Santa Casa de Campo Grande 12 leitos para internação. Os pacientes devem ficar em uma enfermaria desativada que deve ser adaptada para atendê-los. Conforme o secretário o espaço custará R$ 900 mil e deve ser pago pelo Estado e pela Prefeitura de Campo Grande. Ainda nas próximas semanas, o Hospital Regional abrirá 10 leitos para atender à solicitação da Sesau.

Jamal frisou ainda que pretende arrendar 6 leitos do Hospital do Pênfigo para suprir a demanda da rede pública de saúde. Assim que o Hospital da Criança começar a operar um espaço para 10 internações também será direcionado para atender pacientes adultos. Ainda esta semana a Sesau quer negociar leitos com o Hospital Militar e também com o Hospital de Coxim.

“A reunião com os representantes das unidades foi excelente. Soube que em Coxim o hospital conta com 200 leitos. Agora vamos conversar com o Secretário do Estado, que estava em Dourados, para poder contribuir com 50% do valor necessário para conseguirmos novos leitos”, destacou.

O titular da pasta atribuiu a superlotação nos hospitais ao número de acidentes no trânsito, onde, segundo ele, na Santa Casa 78% dos internados foram acidentados. Jamal explica que o Poder Executivo Municipal deve reunir-se com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e com a Secretaria de Justiça e Segurança na tentativa de diminuir acidentes nas ruas.

A promotora Filomena Aparecida ressaltou que a recomendação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul à Sesau e à Prefeitura de Campo Grande ocorreu por conta de vistoria realizada nas UPAs da Vila Almeida, do bairro Universitário e do Coronel Antonino. Segundo Filomena, constatou-se através do censo situacional que havia nas unidades pessoas aguardando por internação há mais de 24 horas.

“Os prazos para ocorrer a resolutividade do problema é curto por se tratar de uma situação de urgência. A recomendação foi feito para que pacientes não fiquem internados por mais mais de 24 horas e que a gestão pública providencie um quantitativo maior de leitos hospitalares”, pontuou.

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