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Aposentados cobram direitos e respeito da população durante evento comemorativo

No Dia Nacional do Aposentado, 24 de janeiro, há o que comemorar, mas as cobranças foram maiores do que a celebração. Evento na Associação dos Aposentados e Pensionistas de Campo Grande com café da manhã reuniu membros da classe, exigindo os direitos dos idosos. Salário baixo e IPTU alto O presidente da Associação, Waldir de […]

Arquivo Publicado em 24/01/2014, às 12h57

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No Dia Nacional do Aposentado, 24 de janeiro, há o que comemorar, mas as cobranças foram maiores do que a celebração. Evento na Associação dos Aposentados e Pensionistas de Campo Grande com café da manhã reuniu membros da classe, exigindo os direitos dos idosos.

Salário baixo e IPTU alto

O presidente da Associação, Waldir de Miranda Osório, listou as principais lutas dos aposentados atualmente. “Melhoria de salários, o aumento este ano veio muito aquém do esperado, só deram a inflação e nada acima, é muito pouco e o IPTU aumentou, além de estarem cobrando taxas de quem tinha isenção. Vamos entrar na Justiça”, revela.

Vaga do idoso e CNH

Outra bandeira é da vaga do idoso. “As vagas não estão mais no começo das quadras. Elas têm que ter lugar definido. Aqui mesmo, na 15 de Novembro, a vaga do idoso está lá no fim da rua, longe da entrada da Associação”, exemplificou o presidente. Outro problema comentado foi a Carteira de Habilitação do idoso, que diminuiu para três anos de validade. “Diminui para três anos mas o preço continua o mesmo de quando era cinco, absurdo”, disse.

Lutar é preciso

Waldir também cobrou que os idosos compareçam às reuniões da Associação e lutem por seus direitos. “Está faltando o espírito de luta para o idoso em Campo Grande”, disse. De 300 associados convidados, cerca de 50 estiveram presentes no local esta manhã. Mas os que foram, mostraram sua indignação com os desrespeitos aos direitos do idoso e ao idoso em si.

Nelson de Miranda Osório, membro da Confederação Nacional dos Aposentados discursou no local, incitando os idosos a exigir seus direitos. “Somos partes da construção do Brasil. E não nos respeitam. Acham que o aposentado só atrapalha, só dá despesa. Onde estão os benefícios? A princípio, qualquer governo é nosso inimigo”, frisou.

O vereador Edson Shimabukuro (PTB) marcou presença, ressaltou a importância do idoso como parte experiente em produções e ofereceu amparo à classe. “Quem tiver com problemas para recolher o IPTU compareça ao meu gabinete que tentarei ajudar”, prometeu o vereador.

Revolta

O aposentado Getúlio Alves Ferreira, 73, desabafou: o idoso é tratado “que nem lixo”. “Xingam a gente, não dão lugar no ônibus. Não há respeito”, diz. Getúlio contou que recolhia quatro salários mínimos e hoje recebe menos de dois. “A lei não é cumprida”, disse.

Seu Celestino Fantin, 65, pensa da mesma forma. “A gente já tinha conquistado nossos direitos e eles foram roubados”, declara. Ele recebia treze salários mínimos e ao aposentar, ficou em dez. “Ganharam três, é um roubo. Hoje não recebo nem quatro, é revoltante”, critica.

Celestino reforça o desrespeito ao idoso em Campo Grande citado por Getúlio. “Moro aqui desde 1980 e nunca consegui entrar em um ônibus e alguém levantar para eu sentar. É capaz de pisarem em cima”, revelou. O aposentado também criticou o fato de ter que ir tirar cartão para ter a vaga de estacionamento do idoso. “Não dá para mandar por correio?”, indagou.

Parar a Copa

Ousado, Celestino sugeriu até um “apagão” no país antes de começar a Copa do Mundo. “Se os aposentados se unirem, a gente não deixa ter Copa aqui. Quero promover esta idéia, fazer um caos para mostrar que estamos cansados e queremos nossos direitos”, ressaltou.

O “apagão” pode não acontecer, mas a luta por direitos deve continuar, os aposentados estão ativos. Já diz o ditado, respeite os mais velhos.

Jornal Midiamax