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Após receber paciente com suspeita de H1N1 sem isolamento, HRMS fecha emergência

Sem espaço para o isolamento de doenças contagiosas, a sala vermelha do Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul está fechada temporariamente e deixou de receber novos pacientes a partir desta terça-feira (10). A informação é do diretor da unidade, Rodrigo Aquino. A decisão foi tomada após um paciente com suspeita de […]

Arquivo Publicado em 10/06/2014, às 20h24

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Sem espaço para o isolamento de doenças contagiosas, a sala vermelha do Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul está fechada temporariamente e deixou de receber novos pacientes a partir desta terça-feira (10). A informação é do diretor da unidade, Rodrigo Aquino.

A decisão foi tomada após um paciente com suspeita de infecção pelo vírus H1N1 ter sido admitido sem a devida autorização do HRMS. O homem não foi isolado conforme manda o protocolo de segurança por falta de espaço e expôs todos os outros pacientes e servidores públicos à contaminação.

Segundo Aquino, o local tem capacidade para atender quatro pacientes, mas está com oito, sendo que um deles foi levado no início da tarde desta terça-feira (10) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência com suspeita de gripe A.

Confusão

O diretor do Hospital Regional informou que quando o Samu acionou o hospital para encaminhar o paciente, foi autorizada a ida de uma idosa com quadro de insuficiência respiratória e não do homem que estaria contaminado com o vírus H1N1.

“A sala está com superlotação e é importante que tenhamos cuidados, por que deixamos todo mundo em exposição, tantos os pacientes como os funcionários. Vimos que a equipe já foi vacinada contra o vírus, mas não temos vaga no isolamento para receber um paciente com suspeita de vírus”, observou Aquino.

Entretanto o coordenador do Samu, Eduardo Cury, afirma que obteve a autorização da diretoria clínica do hospital para levar o homem. Segundo Cury, o paciente de 39 anos estava na Unidade de Pronto Atendimento Comunitário (UPA) do bairro Coronel Antonino há 24 horas com pneumonia em estado avançado e, ao chegar no Hospital Regional, não enfrentou dificuldades para deixá-lo.

“Recebi uma ligação do gabinete da doutora Marielle que me autorizou a levar o paciente para lá. Eu precisava de um hospital e o Regional é o que menos recebe paciente pelo Samu, me orgulho de ter levado ele para lá e pode salvar uma vida. Nós seguimos todos os protocolos, e a direção administrativa não conhece de urgência e emergência”, explicou.

Cury adiantou ainda que ainda não há confirmação se o rapaz encaminhado pelo Samu ao hospital está infectado pelo vírus H1N1.

Jornal Midiamax