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Após escala em Lisboa, Dilma perde a paciência com foto postada no Instagram

A viagem internacional da presidente Dilma Rousseff à Suíça causou polêmica neste fim de semana, durante o Fórum Econômico Mundial, de quinta-feira (23) a sábado (25). Seu destino seguinte, segundo a agenda oficial, seria Cuba. A presidente e sua comitiva, porém, desembarcaram em Lisboa, em Portugal, onde passaram o fim do sábado e a manhã […]

Arquivo Publicado em 29/01/2014, às 12h33

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A viagem internacional da presidente Dilma Rousseff à Suíça causou polêmica neste fim de semana, durante o Fórum Econômico Mundial, de quinta-feira (23) a sábado (25). Seu destino seguinte, segundo a agenda oficial, seria Cuba. A presidente e sua comitiva, porém, desembarcaram em Lisboa, em Portugal, onde passaram o fim do sábado e a manhã de domingo (26).

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou uma nota oficial somente no domingo (26) para explicar a parada do avião de Dilma Rousseff em Lisboa. O avião partiu de Zurique, na Suíça, e parou na capital portuguesa.

O comunicado dizia não ser verdade “que a comitiva presidencial tenha feito qualquer escala desnecessária em Lisboa”. Segundo a nota, a escala era obrigatória por causa da autonomia da aeronave, incapaz de faz um voo entre a capital suíça e Havana, em Cuba, próximo destino de Dilma.

Tratada como segredo de Estado pelo Palácio do Planalto, no entanto, a passagem da presidente Dilma Rousseff por Portugal já estava confirmada e foi comunicada ao governo local na quinta-feira (23), o que contradiz o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, segundo quem a decisão de parar em Lisboa só foi tomada “no dia da partida” da Suíça, no último sábado.

Além disso, desde  quinta-feira (23), o diretor do cerimonial do governo de Portugal, embaixador Almeida Lima, estava escalado para recepcionar Dilma e sua comitiva no fim de semana. Joachim Koerper, chef do restaurante Eleven, onde Dilma jantou em Lisboa com ministros e assessores, recebeu pedidos de reserva na quinta-feira (23).

O chef postou em uma rede social uma foto ao lado de Dilma no restaurante — um dos poucos de Lisboa a ter uma estrela no Guia Michelin, um das mais tradicionais publicações sobre viagens do mundo. Dilma, claramente cansada por causa da viagem, não escondeu a decepção com a publicação da imagem na rede social Instagram.

Em seu perfil de uma rede social, Koerper posta fotos dos pratos, dos restaurantes e também dos convidados famosos.

Na passagem por Portugal, Dilma e comitiva se hospedaram nos hotéis Ritz e Tivoli — 45 quartos foram usados. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o gasto estimado da comitiva presidencial com a escala em Portugal foi de R$ 70 mil.

A nota da Presidência afirma que a “opção por Lisboa foi a mais adequada, já que se trata do aeroporto mais a oeste no continente europeu com possibilidades de escala técnica”. Hospedada no hotel em Lisboa (foto), o texto nega também que Dilma tenha passado o sábado em Lisboa para descansar.

Segundo a nota, Dilma apenas dormiu na capital portuguesa e seguiu viagem para a capital cubana na manhã do último domingo. Ela passou a noite em uma suíte no hotel Ritz cujo valor da diária é de R$ 26,2 mil.

Alguns membros da comitiva se hospedaram em outro hotel em Lisboa, o Tivoli. A divulgação da parada em Lisboa aborreceu Dilma e criou mal-estar quando ela desembarcou em Havana. Líderes da oposição classificaram o episódio como “mau exemplo” de Dilma. Criticaram o fato de a viagem não ter sido divulgada e o preço do hotel onde a presidente ficou.

Na segunda-feira (27), o ministro das Relações Exteriores foi destacado para falar à imprensa sobre o assunto após polêmicas acerca da hospedagem no Ritz e Tivoli, além do jantar. Luiz Alberto Figueiredo deu explicações técnicas sobre a parada da presidente e comitiva em Portugal.

Depois disse que cada um dos integrantes da comitiva presidencial que jantaram no Eleven pagou sua própria despesa. “Cada um pagou o seu e a presidenta, o dela, como ocorre em todas as viagens. Foi com cartão pessoal”.

Acima está o avião presidencial, que motivou a parada técnica em Portugal antes de seguir viagem para Cuba. Segundo nota oficial do Planalto, “o Airbus 319 presidencial tem autonomia média em torno de 9 horas e 45 minutos, tempo insuficiente para um voo direto entre Zurique e Havana”.

O comunicado oficial diz também que “a decisão de fazer um voo diurno foi tomada pela Aeronáutica a partir da avaliação das condições meteorológicas, que permitiram que o trecho Lisboa-Havana fosse coberto no domingo em 9 horas 45 minutos”. Isso explica, teoricamente, a parada em Lisboa antes de o avião seguir para Havana.

Jornal Midiamax