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Aécio ataca PT e FHC pede ‘renovação’ em sessão sobre Plano Real

Uma cerimônia destinada a comemorar os 20 anos do Plano Real virou palco de críticas ao governo do PT e pedidos de “renovação” por parte do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. A sessão solene, realizada nesta terça-feira, foi uma ideia do senador Aécio Neves (MG), pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, que atacou […]

Arquivo Publicado em 25/02/2014, às 20h22

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Uma cerimônia destinada a comemorar os 20 anos do Plano Real virou palco de críticas ao governo do PT e pedidos de “renovação” por parte do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. A sessão solene, realizada nesta terça-feira, foi uma ideia do senador Aécio Neves (MG), pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, que atacou os 12 anos de governo do PT.

“A verdade é que os 12 anos de governo do PT levaram o Brasil a estar hoje, mais uma vez, mergulhado num ambiente de desesperança e descrença no futuro. Até a valiosa estabilidade da nossa moeda vem sendo colocada em risco, sob ataques sorrateiros daqueles que sempre foram seus mais aguerridos adversários”, disse Aécio, no plenário do Senado.

Além de criticar a política econômica, Aécio criticou também a política internacional brasileira. “A equivocada diplomacia ideológica petista nos leva a vergonhosas omissões quando crises se agravam no nosso entorno, como ocorre agora na vizinha Venezuela. A comunidade internacional nos vê cada vez com maior desconfiança. Essa é a realidade”, disse.

Ao bater na taxa de crescimento da produtividade do País, FHC disse, sem citar Aécio, ter chegado um momento de “uma nova palavra” no País. “A taxa de crescimento da produtividade é quase nula no País. Está pulsando que chegou o momento de uma nova palavra, mais moça, mais forte, abrir horizontes novos no Brasil”, disse. “O Brasil está precisando de ar novo, sangue novo”, afirmou.

O ex-presidente também atacou a divisão de cargos nos ministérios da atual administração. “Não dá mais (…). Com 30 partidos e 39 ministérios é a receita para a paralisação da administração. E esse não dá mais não deve ser dito como uma facção sobre os outros, deve ser dito como um entendimento nacional”, disse.

Diferente dos candidatos tucanos em eleições anteriores, Aécio Neves tenta se aproximar do Plano Real, uma das principais bandeiras do PSDB. FHC foi o condutor do plano como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, o que garantiu a eleição do tucano em 1994.

A oposição do PT ao plano econômico que levou à estabilidade econômica brasileira foi lembrada nos discursos tanto de Aécio quanto de FHC. O ex-presidente disse ter tentado convencer interlocutores do partido de oposição, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu, mas não teve sucesso.

“A pergunta que me foi feita era muito simples: ‘E você acha que o PSDB vai ter um candidato competitivo, capaz de ganhar do nosso candidato?’, que era o Lula. Eu disse: ‘Com sinceridade, eu não creio’”, lembrou FHC. “O PSDB, naquela altura, cogitava até de apoiar o próprio Lula. (…) Eu não acreditava mesmo. Não era esse o meu objetivo. O objetivo era convencer que era bom para o Brasil, e fiz unir forças. Fracassei em convencer a liderança do principal partido de oposição naquele momento”, acrescentou.

Ausência de petistas

Ao final da sessão, Aécio ironizou a ausência de petistas na comemoração do Plano Real, considerado pelo tucano como o “maior programa de distribuição de renda da história do Brasil”. “O silêncio que ecoa dos nossos ouvidos é a ausência do Partido dos Trabalhadores, que foram um dos maiores beneficiários da estabilidade da moeda. Não tivesse havido o Plano Real, não teria havido o governo do presidente Lula, com crescimento econômico. Tudo isso, aprovado com a oposição extremamente vigorosa do PT. Mas, no fim, eu reconheço. Acho que o PT não se fez presente por constrangimento daqueles que consideraram lá atrás (em 1994) estelionato eleitoral”, disse.

Jornal Midiamax