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Pacientes dizem que se sentiram “no abatedouro” ao realizar de transplante na Santa Casa

Um casal de Campo Grande está vivendo um pesadelo após uma esperada cirurgia para o transplante de rim. A cirurgia feita realizada na Santa Casa de Campo Grande em outubro deste ano. O casal, que preferiu não se identificar, relata ter sido tratado com descaso durante o procedimento de transplante, que não foi bem sucedido. […]

Arquivo Publicado em 20/12/2013, às 20h55

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Um casal de Campo Grande está vivendo um pesadelo após uma esperada cirurgia para o transplante de rim. A cirurgia feita realizada na Santa Casa de Campo Grande em outubro deste ano. O casal, que preferiu não se identificar, relata ter sido tratado com descaso durante o procedimento de transplante, que não foi bem sucedido. “Não deram assistência nenhuma, foi totalmente largado. Eles não têm condições nenhuma de fazer o transplante. Sentíamos como se estivéssemos indo para o abatedouro”, dizem.


O homem de 44 anos conta que descobriu em 2011 o problema no rim e começou a fazer tratamento. Após a realização de exames, foi constatado que a mulher de 35 anos era compatível e poderia doar o rim ao marido. O sonhado transplante foi marcado para outubro deste ano.


A mulher de 35 anos relata que durante os exames preliminares foi contatado que ela possuía a saúde em bom estado e tinha plenas condições de doar o rim para o marido. “A doutora falou que era 90% de chance de dar certo. Se soubéssemos que poderia ter tido todos esses problemas, poderíamos ter ido para São Paulo. Mas só descobrimos depois que entramos no centro cirúrgico”.
A mulher diz ainda que no processo de preparação para o transplante, ficou sabendo que possuía um rim com duas artérias e o médico que fez o acompanhamento pré-cirúrgico, recomendou que ela avisasse ao cirurgião responsável pelo transplante. Segundo ela, a primeira coisa feita ao entrar para realizar a cirurgia de retirada de rim foi avisar ao cirurgião sobre a condição.  “O médico respondeu dizendo ‘mais essa’”, relata.


O transplante não deu certo e após dois dias, o rim teve que ser retirado.  “Em nenhum momento funcionou. Colocaram um rim praticamente morto em mim. No dia 31 foi feita uma arteriografia e o rim não estava irrigado”, diz o homem. “Primeiro falaram que foi trombose de rim, depois de artéria, depois, trombose na veia”.


O casal também conta que foram informados que a cirurgia de retirada e transplante de rim seriam feitas simultaneamente, mas não foi o que aconteceu. A mulher teve o rim retirado, mas o transplante demorou várias horas para ser realizado. “Eles fizeram pouco caso da cirurgia. Nos sentimos ratinhos de laboratório. Se der certo bem, se não der tanto faz ”.


A mulher diz ainda que foi liberada após o procedimento de retirada do rim, com a prescrição de que ela tomasse apenas Dipirona e Paco, um combinado dos analgésicos, codeína e paracetamol. Além disso, a cirurgia a deixou com uma cicatriz de 17 pontos. “Eu tinha uma saúde perfeita, saí com uma cicatriz horrorosa, assimétrica e anêmica”.


 “Achamos que teríamos uma vida nova, voltar a viajar, Deram toda uma esperança que não se concretizou”, diz a mulher.


A Santa Casa de Campo Grande foi procurada pela reportagem do Midiamax e prometeu encaminhar uma resposta sobre o caso, porém após dois dias, nenhum posicionamento foi dado pelo hospital.

Jornal Midiamax