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Celulose amplia participação e deve liderar exportação de industrializados em 5 anos

Atualmente, a demanda mundial por celulose permite a implantação de um novo projeto de 1,5 milhão de toneladas de celulose a cada 18 meses

Arquivo Publicado em 01/07/2013, às 14h49

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Atualmente, a demanda mundial por celulose permite a implantação de um novo projeto de 1,5 milhão de toneladas de celulose a cada 18 meses

As vendas de celulose e papel de Mato Grosso do Sul para o exterior devem liderar as exportações de industrializados do Estado em 5 anos alavancadas pelo crescimento da demanda externa pelo produto aliada à expansão das plantas das duas principais indústrias do segmento instaladas em Três Lagoas – Fibria e Eldorado. A projeção é do presidente do Sinpacems (Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul), Francisco Fernandes Campos Valério, avaliando o aumento de 100,2% nas exportações do grupo nos primeiros 5 meses deste ano com relação ao mesmo período do ano passado.

De janeiro a maio deste ano, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o grupo “Celulose e Papel” obteve receita de US$ 402,7 milhões contra US$ 201,1 milhões no mesmo período do ano passado. A expansão ainda é decorrente do início da atividade da nova planta de celulose em Mato Grosso do Sul, Eldorado Celulose, que dobrou a capacidade nominal de produção do Estado, permitindo que novos clientes fossem atendidos e, principalmente, que os tradicionais compradores da celulose sul-mato-grossense pudessem ampliar ainda mais os volumes de suas aquisições.

Na primeira condição, observou-se que em relação a igual período do ano passado, são 17 novos destinos para os produtos do grupo, proporcionando uma receita adicional equivalente a US$ 17,1 milhões. Em relação à segunda condição, países como a China, Holanda, Itália e Coréia do Sul aumentaram suas compras em US$ 105, US$ 42,4, US$ 42,2 e US$ 13,7 milhões, respectivamente. Além disso, segundo Francisco Valério, atualmente, a demanda mundial por celulose permite um novo projeto de 1,5 milhão de toneladas a cada 18 meses.

“Nesse cenário, as perspectivas do setor de celulose e papel no Estado são de contínuo crescimento. Hoje, existem planos de expansão da Fibria e da Eldorado, na área de celulose, e também da IP (International Paper), na área de papel, para os próximos 5 anos, dependendo sempre das condições de mercado, da conjuntura econômica nacional e internacional”, pontuou o presidente do Sinpacems. Ele acrescenta ainda que Mato Grosso do Sul possui enormes impulsionadores de crescimento, mas segmento de celulose e papel caminha para se tornar o produto mais importante na pauta de exportações de industrializados do Estado, que hoje é ocupado pelo “Complexo Carne”.

“Devemos chegar a esse patamar principalmente quanto às receitas de exportação, já que os produtos fabricados pelo grupo, preponderantemente, são comercializados no mercado internacional”, resaltou Francisco Valério. No entanto, ele destaca que, para atrair mais projetos na área de celulose e papel, o Estado precisará solucionar alguns gargalos que não são exclusividade do Mato Grosso do Sul, como por exemplo, a melhoria de todo o sistema logístico, a busca de formação de profissionais para atuar nas indústrias, a aceleração dos processos burocráticos de licenciamento ambiental e a redução da carga tributária (ICMS nas exportações).

Jornal Midiamax