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Preço da energia vai cair mais de 10% com concessões, diz Lobão

A redução no preço da energia com a decisão de renovar as concessões do setor elétrico será de mais de 10%, já incluindo a prevista redução de encargos, disse nesta quarta-feira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. “Não fechamos nenhum número e estamos examinando. Achamos que pode ser uma redução considerável, mas como […]

Arquivo Publicado em 19/07/2012, às 01h08

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A redução no preço da energia com a decisão de renovar as concessões do setor elétrico será de mais de 10%, já incluindo a prevista redução de encargos, disse nesta quarta-feira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.


“Não fechamos nenhum número e estamos examinando. Achamos que pode ser uma redução considerável, mas como a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] está fazendo os cálculos não podemos adiantar”, disse o ministro. “Estamos para decidir se será Projeto de Lei ou MP [ Medida Provisória].”


Lobão disse que a definição da renovação das concessões está demorando porque o governo está aperfeiçoando o texto que será enviado ao Congresso.


O cálculo dos investimentos amortizados nos ativos que terão a concessão renovada, segundo o ministro, será feito caso a caso.


ETANOL


Ele disse que muito dificilmente haverá aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina neste ano. Atualmente, a adição é de 20%. “Só podemos fazer o aumento tendo a garantia da existência do etanol”, disse o ministro. “Dificilmente [o aumento] ocorreria este ano.”


A safra de cana-de-açúcar está atrasada em função de chuvas intensas nas regiões produtoras. O tempo ruim afeta a moagem e a qualidade da cana, reduzindo a oferta de etanol.


Para toda a safra 2012/2013, a Unica (entidade que representa as indústrias da principal região produtora do país) projetou em abril uma moagem de 509 milhões de toneladas, mas essa estimativa de produção poderá ser reavaliada no próximo mês pela entidade.


GASOLINA


Lobão também disse que a Petrobras “continua insistindo na necessidade de reajuste” dos preços da gasolina. Mas, segundo o ministro, não há previsão sobre quando um novo aumento seria aplicado.


Segundo Lobão, os últimos aumentos no combustível, calibrados de modo que pudessem ser compensados pela Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), acabaram ficando aquém do que a Petrobras precisava. “São preços realmente defesados, não alterados há muitos anos.”


CIDE


A Cide foi zerada quando a Petrobras reajustou o preço da gasolina nas refinarias em 7,83%, medida que passou a valer em 25 de junho.


Assim, um novo aumento do combustível acabaria sendo repassado ao consumidor, como aconteceu com o óleo diesel, que teve repasse ao consumidor após um segundo aumento feito neste mês.


O diesel também teve os preços reajustados junto com a gasolina no mês passado, mas foi coberto na ocasião pela Cide.


Jornal Midiamax