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Greve dos bancários segue pelo menos até sexta, diz sindicato

Os bancários continuarão em greve pelo menos até sexta-feira, de acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. “A greve vai até os bancos apresentarem propostas decentes”, afirmou nesta quarta-feira. Segundo o sindicalista, a primeira e última proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi n...

Arquivo Publicado em 19/09/2012, às 20h46

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Os bancários continuarão em greve pelo menos até sexta-feira, de acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. “A greve vai até os bancos apresentarem propostas decentes”, afirmou nesta quarta-feira.


Segundo o sindicalista, a primeira e última proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi no dia 28 de agosto. Se amanhã não for feita outra oferta, a greve se estenderá até semana que vem.


O tempo para o final da greve depende do dia em que forem feitas as negociações. “Cada dia que os bancos demoram, aumentam o tempo de greve”, disse o presidente da Contraf-CUT. Ele explicou que se a Fenaban pedir a negociação, ela será feita no dia seguinte e só depois disso será convocada a assembleia dos sindicatos, para então entrarem ou não em acordo. Assim, o final da greve pode ocorrer apenas dois dias depois da nova proposta.


A Fenaban disse que não tem nada a declarar sobre a paralisação, no momento. No primeiro dia da greve, 5.132 agências e centros administrativos foram fechados no País, segundo o sindicato. A entidade diz que a paralisação por tempo indeterminado começou com mais força do que a do ano passado, quando 4.191 agências foram paralisadas no primeiro dia de greve.


Os bancários aprovaram greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o País no dia 12 de setembro. A categoria rejeitou a proposta dos bancos, de reajuste de 6%, que foi considerado insuficiente. Os bancários reclamam da falta de diálogo e negociação com as instituições financeiras.


A categoria quer reajuste salarial de 10,25%, com 5% de aumento real, e o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4,961,25 fixos. A categoria também exige a criação de planos de cargos, carreiras e salários para todos os bancários, entre outras reivindicações.


Como agir durante a greve:


Em virtude da greve, o consumidor não perde a obrigação de pagar contas, boletos ou qualquer tipo de cobrança. Segundo informou o Procon-SP, as empresas credoras devem oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam efetuados.


Para efetuar o pagamento de contas antes do vencimento, o consumidor pode utilizar os caixas eletrônicos, bancos 24 horas, internet banking, aplicativos de celular e tablets, correspondente bancário em lotéricas, agências dos Correios e supermercados, ou débito automático. Após o vencimento, os boletos podem ser pagos apenas no correspondente bancário em lotéricas, agências dos Correios e supermercados.


Os saques ficam limitados a R$ 1 mil por dia no caixa eletrônico, banco 24 horas, correspondentes bancários em lotéricas, agências dos Correios e supermercados. Aos correspondentes bancários também são limitados os saques em três transações por dia.


A consulta de extratos e saldo pode ser feita por meio dos caixas eletrônico, banco 24 horas, internet banking, aplicativo de celular e tablets, telefone, correspondente bancário, lotéricas ou agências dos Correios. A retirada de talão de cheques é feita ou no caixa eletrônico ou por meio do internet banking, assim como o bloqueio ou desbloqueio de cartões.


Jornal Midiamax